domingo, 30 de maio de 2010

Campanha sob escolta


Jurado de morte, o deputado carioca Marcelo Freixo precisa de proteção armada na busca de votos para a reeleição
Wilson Araújo


O deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ), 43 anos, não bota o pé fora de casa sem a companhia de uma comitiva formada por pelo menos cinco homens atentos, carregando caixas parecidas com as usadas para transportar instrumentos musicais. Em vez de violão ou violino, porém, as caixas contêm armas de grosso calibre. E o séquito que acompanha o deputado é formado por policiais e agentes penitenciários escolhidos a dedo para sua proteção. Jurado de morte, Freixo é candidato à reeleição a deputado no Rio de Janeiro e não poderá fazer campanha nas ruas. Na zona oeste da cidade, região que concentra 35% do eleitorado carioca, nem seus militantes poderão pedir votos. Milicianos já avisaram que quem ousar vai “levar chumbo”.

Freixo só se desloca pela cidade em carro blindado e uma viatura da PM passa as noites de plantão na porta de sua casa. Ele é perseguido por ter atuado contra o crime organizado no Rio, em especial por combater a máfia das milícias, que domina 40% das 1.200 comunidades carentes do Estado. “Vamos utilizar a internet e outras ferramentas virtuais para fazer nossa proposta chegar à população”, diz ele, convicto de que não pode expor ninguém ao perigo nem mesmo a si próprio. “Não quero ser um herói morto”. O Serviço de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública já abortou dois planos para matá-lo.

O poder das milícias que marcaram Freixo para morrer pode ser medido por seu faturamento. Elas arrecadam mais de R$ 200 mil diários somente com o controle do transporte alternativo. Em seis meses de investigação, a CPI que Freixo liderou na Assembleia carioca levou para a cadeia quase 300 integrantes desses grupos criminosos. Ela também desbaratou o esquema fraudulento do auxílio-educação, praticado por alguns deputados, que embolsavam as cotas de R$ 400 concedidos a cada dependente de funcionário matriculado em escola particular. Freixo ainda esteve à frente do processo de cassação do ex-chefe de Polícia do Rio deputado Álvaro Lins (PMDB), envolvido com a máfia dos caça-níqueis.

“Estamos assistindo a uma violação do princípio democrático que implica o direito de cada um, seja ele deputado ou não”, revolta-se o sociólogo carioca Gláucio Soares, do Instituto de Pesquisas Universitárias (Iuperj). Fazer campanha pela internet é, por enquanto, a única alternativa de Freixo. O presidente da Associação Brasileira de Consultores Políticos, Carlos Manhanelli, não arrisca prever que resultado o deputado poderá conseguir com uma campanha desse tipo: “Nunca vimos uma coisa dessas antes”, diz ele.



quinta-feira, 27 de maio de 2010

Jusmari cassada de novo?


Desde ontem, 26 de maio, data do aniversário da emancipação política de Barreiras que circula um boato, correndo com o vento: a prefeita teria sido novamente cassada!

Até o momento, nada consta nos meios oficiais, a exemplo do site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) ou do TRE-BA (Tribunal Regional Eleitoral da Bahia), mas o boato está cada vez mais forte, e como se espalha rápido!

Ontem, assim que recebi a informação para verificar, pensei: "será presente de aniversário para Barreiras"? Teria sido um excelente presente coletivo. Vamos esperar para saber se é verdade ou mentira.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Contas públicas: vamos fiscalizar!


As contas da prefeitura e da Câmara referente ao exercício de 2009 estão disponíveis, para verificação e fiscalização da população de Barreiras, numa salinha minúscula na Câmara Municipal, das 8h às 16h até 15 de junho.

Coisa interessante é ir "ver" as contas, algo que queria fazer a alguns anos, ainda enquanto estudante, mas nunca dava certo. Esse ano deu!

Semana passada fui até a Câmara, mas do alto da minha ignorância, tudo pareceu complicado: a organização das pastas, a nomenclatura, a desorganização do material, as atendentes irritadas, os fiscalizadores conversadores...e de repente as coisas se desmancharam e aquele sonho de verificar as contas tornou-se um pesadelo maior do que eu imaginara. Sim, já havia imaginado que seria complicado compreender as finanças naquela linguagem que mais parece uma incógnita, mas foi pior!

Lá, com as ideias embaralhadas, lembrei-me de uma palestra sobre a "Lei de Responsabilidade Fiscal" que assisti a poucas semana, durante um evento de estudantes de Ciências Contábeis da UNEB, onde o Professor Esquivel, na condição de Inspetor Regional do Tribunal de Contas dos Municipios, questionava para quem as contas eram transparentes, em referência ao que é disponibilizado, mas apenas quem é da área contábil - e olhe lá - entende. De fato, uma pessoa do povo não entende, e de fato, fiscalizar sem saber o que se procura ou como procurar de nada serve. No entanto, passado o primeiro impacto negativo, algumas pesquisas, leituras e um novo retorno, rendeu ótimas verificações.

No mais, o horário diponibilizado só não é pior porque abrange o horário do almoço, onde pessoas que trabalham no conhecido "horário comercial" podem sacrificar o tempo de almoço para, pelo menos, dar uma passadinha pela Câmara, mas em nada facilitam o conhecimento, fiscalização e transparência das contas públicas. Mas não adianta dificultar, porque como diz o ditado "quem procura, acha". E nós achamos!

Por Paula Vielmo

terça-feira, 11 de maio de 2010

Dia das Mãe$


No último domingo foi Dia das Mães e mesmo tendo passado, cabe algumas reflexões sobre essa data.

Inicialmente, é preciso registrar que tenho sérias restrições a datas comemorativas como elas acontecem, pois todos os dias devem ser dia de tudo. No entanto, entendo que as datas serveriam como momento de reflexão específico sobre algo, mas isso raramente ocorre nessa sociedade medíocre em que vivemos.

No caso específico do Dia das Mães, é uma das maiores datas para fervilhar o comércio, aquecer o mercado de vendas, estimular o consumismo. Essa data, ao meu ver, tem esse caráter exageradamente consumista (segundo o jornal local, fica atrás apenas das vendas de natal), por relacionar-se ao sexo feminino, culturalmente ligado ao consumismo e mais exposto às exigências do mercado de consumo.

O apelo consumista pôde ser visto nos comérciais, principalmente da televisão, e nesse caso vou me ater ao que vemos em Barreiras nessa data: quase todos ainda relacionam mãe ao lar, associando os presentes majoritariamente a utensilios de uso doméstico, reforçando a figura da mulher como ligada às tarefas domésticas, ainda hoje, apesar de muitas conquistas das mulheres, quase que exclusivamente nossas - ocasionando dupla jornada de trabalho e ainda valorizando essa sobrecarga de trabalho como algo incrível, típico de uma "super mulher" ou "super mãe".

Essas propagandas de louças, geladeiras, microondas, liquidificador e diversos outros eletrodomésticos e eletroeletrônicos, além de associar a figura da mãe ao lar, ao querer transformar as "mães" em produtos rentáveis, o fazem abafando a individualdiade das mesmas, pois todos são objetos de uso de toda a família, como televisões, aparelhos de DVDs, sofás, entre muitos outros. Elas acabam sendo apenas "iscas" para vender cada mais. E continuam sendo, pois ainda hoje vi uma propaganda de "bota fora" pós Dia das Mães.

Essas situações, lembrou-me de um livro que estou lendo (Sexo contra sexo ou classe contra classe, de Evelyn Reed). No início do capítulo "o mito da inferioridade da mulher", a autora aborda como surgiu o mito de que o homem é naturalmente - e não socialmente - superior a mulher porque a mulher é "naturalmente" - ao invés de socialmente - inferiorizada pelo fato de ser mãe. Cito um trecho abaixo:


Não foi a natureza, e sim a sociedade quem roubou da mulher seu direito de participar nas tarefas mais altas da sociedade, exaltando somente suas funções animais da maternidade. E esse roubo foi perpetuado mediante uma dupla mistificação. Por um lado, a maternidade se apresentava como uma aflição biológica. Por outro, esse materialismo vulgar se apresenta como algo sagrado. Para consolar as mulheres como cidadãs de segunda classe, as mães são santificadas, adornadas com uma auréola e dotadas de "intuições" especiais, sensações e percepções que vão além da compreensão masculina. Santificação e degradação são simplesmente dois aspectos da exploração social da mulher na sociedade de classes.

Mas isto não existiu sempre: possui somente alguns milhares de anos.


Por Paula Vielmo

sábado, 8 de maio de 2010

Abaixo-assinado pela aprovação da PEC do Trabalho Escravo



O Congresso Nacional tem a oportunidade de promover a Segunda Abolição da Escravidão no Brasil. Para isso, é necessário confiscar a terra dos que utilizam trabalho escravo. A expropriação das terras onde for flagrada mão-de-obra escrava é medida justa e necessária e um dos principais meios para eliminar a impunidade.

A Constituição do Brasil afirma que toda propriedade rural deve cumprir função social. Portanto, não pode ser utilizada como instrumento de opressão ou submissão de qualquer pessoa. Porém, o que se vê pelo país, principalmente nas regiões de fronteira agrícola, são casos de fazendeiros que, em suas terras, reduzem trabalhadores à condição de escravos - crime previsto no artigo 149 do Código Penal. Desde 1995, mais de 31 mil pessoas foram libertadas dessas condições pelo governo federal.

Privação de liberdade e usurpação da dignidade caracterizam a escravidão contemporânea. O escravagista é aquele que rouba a dignidade e a liberdade de pessoas. Escravidão é violação dos direitos humanos e deve ser tratada como tal. Se um proprietário de terra a utiliza como instrumento de opressão, deve perdê-la, sem direito a indenização.

Por isso, nós, abaixo-assinados, exigimos a aprovação imediata da Proposta de Emenda Constitucional 438/2001, que prevê o confisco de terras onde trabalho escravo foi encontrado e as destina à reforma agrária. A proposta passou pelo Senado Federal, em 2003, e foi aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados em 2004. Desde então, está parada, aguardando votação.

É hora de abolir de vez essa vergonha. Neste ano em que a Lei Áurea faz 120 anos, os senhores congressistas podem tornar-se parte da história, garantindo dignidade ao trabalhador brasileiro.

Pela aprovação imediata da PEC 438/2001!

Assine aqui!


terça-feira, 4 de maio de 2010

Filme-debate nessa quinta!!!



FILME: O GRANDE DEBATE

SINOPSE: Com roteiro de Robert Eisele, é baseado na história real de Melvin B. Tolson (Denzel Washington), professor de uma pequena universidade voltada para negros no Texas no ano de 1935. O personagem de Denzel Washington é um professor que monta um grupo de debate com seus alunos universitários. No entanto, ao mesmo tempo em que o Professor Tolson (Denzel Washington), preparava os seus alunos para serem brilhantes nos debates, vestia-se de camponês para clandestinamente discutir e organizar trabalhadores pobres (brancos e Negros) a lutarem contra a opressão capitalista. O fantástico da história é a persistência deste professor em buscar ser mais do que um bom professor, lutar apenas pelas bandeiras da educação, mas buscar também colaborar com os movimentos sociais, tarefa onde os educadores são agentes privilegiados, e que em muito podem colaborar.


VENHA ASSISTIR E DEBATER SOBRE EDUCADOR (A) MILITANTE



06 de maio (quinta-feira) às 18:00h na UNEB (sala de vídeo)

Debatedores: Profª Ana Jovina (UNEB) e
Profº Sandro Ferreira (UFBA)




Organização: Partido Socialismo e Liberdade - PSOL



quinta-feira, 29 de abril de 2010

"A minha resposta à ofensa à educação é a luta política consciente, crítica e organizada contra os ofensores" Paulo Freire


Por Paula Vielmo
Professora-recreadora

No dia 28 de abril, Dia Nacional da Educação, não tenho dúvidas que aconteceu um fato histórico em Barreiras: a educação foi às ruas reivindicar! Finalmente, decidiu agir como combatente corajosa e deixou de ser enganada pelas conversas de gabinete, mesmo sabendo que ainda existe uma comissão dialogando com a Prefeita e alguns secretários/as do governo.

A manifestação só não foi melhor na minha opinião, porque até hoje, nenhuma superou as promovidas por estudantes - agitados e rebeldes quase que por natureza - , porém foi muito boa.

Um grupo considerável de trabalhadors/as em educação, majoritariamente professoras/es, saíram da Praça São João Batista percorrendo o centro da cidade, passando pela BR em direção à Câmara Municipal. Na passeata, compareceram também professores/as e estudantes da UNEB, que paralisou na mesma data juntamente com as outras três universidades estaduais da Bahia. Apesar de eu ter escrito neste blog que haveriam pessoas da UFBA, não havia ninguém durante o trajeto, pois o pessoal estava envolvido com o debate com os três candidatos/as a reitor da Universidade.

No trajeto - longo - houveram falas explicativas sobre o ato e reflexões sobre a nossa educação. Está um verdadeiro e real caos! São trabalhadores/as sem receber, merenda de má qualidade e insuficiente, transporte escolar instável, prédios sem a mínima estrutura: caindo, com espaço físico inadequado para escolas, a exemplo das casas alugadas, falta de material pedagógico, material de limpeza, enfim, "faltas" é o que não falta.

Na foto acima, a pequena e guerreira Eduarda, na luta desde cedo (ela pegou o cartaz por vontade própria)


Parada: Câmara Municipal de Barreiras


Na Câmara Municipal, houve entrega em cada gabinete aberto - o do vereador Tito (PSDB) estava fechado - do Plano de Cargos e Salários do Magistério reformulado pela categoria em assembléia geral realizada em 16 de março deste ano no ABCD, a ser futuramente votado e trasformado em lei.

Lá, o microfone foi cedido a presidente da Câmara, vereadora Kelly Magalhães (PCdoB) que ao lado do membro da comissão de educação, Bispo Daniel (PR), fez uma infeliz fala e foi respondida com calorosas vais. Naquele momento, aconteceu algo espontâneo por parte dos/as manifestantes, que expressaram através de um som pouco agradável para quem ouviu, mas maravilhoso para quem emitiu, que não se pode enganar todo o povo o tempo todo.


Parada: Prefeitura Municipal de Barreiras

Na parada ocorrida na prefeitura, adentramos aquele espaço público, concluindo as atividades da manhã, debaixo de um sol super quente, mas com disposição incrível.

Lá, novamente foi protocolado o Plano de Cargos e Salários do Magistério reformulado pela categoria, no gabinete da prefeita que estava , para variar, viajando, e cedido o microfone, generosamente, à vice-prefeita que não falou absolutamente nada de produtivo e manteve-se no discurso vazio que sempre expõe, dessa vez tirando o corpo fora do descaso com a educação, apenas porque rompeu politicamente com a prefeita Jusmari.

Em seguida, foi a vez da secretária de educação falar que apoiava o movimento, e ser imprenssada em relação à falta de professores/as substitutos para quem está fazendo cursos na Plataforma Freire. Incrivelmente, a secretária Maria do Carmo disse que estão "fazendo levantamente de quem está fazendo os cursos". Como assim? Despois de mais de três módulos, depois do final da primeira unidade, a Secretaria de Educação ainda não tem o controle de quem está fazendo os cursos, sendo que é a própria secretaria quem valida as inscrições? Haja desculpas esfarrapadas...


Discussão no Centro Cultural

No início da tarde, seguindo a programação da paralisação mobilizadora, fomos para o Centro Cultural. No entanto, pasmem: o local estava fechado, ninguém localizava a chave e quase uma hora depois (por volta das 15h) as portas foram abertas e o professorado se reuniu. Discutiu-se sobre representação docente no Conselho do FUNDEB, a lei do piso e a lei do FUNDEB. Decidiram não ir para a sessão da Câmara como combinado porque haviam armado um circo por lá e ficaram estudando. No entanto, mesmo sabendo da importância daquele espaço coletivo de encontro e estudo, segui com mais algumas colegas até o circo armado na Câmara...

A sessão-circo na Câmara

Chegamos na Câmara por volta das 16:30h, os trabalhos já haviam iniciado e tudo que haviam passado ao professorado era verdade: o plenário estava lotado de funcionários da prefeitura e sem cadeiras para que as/os professoras/os pudessem sentar. A secretária de Educação usaria a tribuna popular e os olhares de intimidação estavam por todos os lados.

Durante a sessão, soubemos que aquelas pessoas que lá estavam, lotando a sessão e fazendo o inverso do que acontece - sempre estão vazias - foram mandadas a estar lá por seus "superiores", sem sequer saber para quê. Haviam funcionários uniformizados e muitos/as guardas municipais, além de cargos de chefia. O problema é que o pessoal mandado não aguentou a lenga-lenga muito tempo e começou a sair.

No entanto, nós ficamos lá, firme e fortes, como espectadoras daquele espetáculo ridículo, mesmo sendo incitadas a reagir e sabendo que aguardavam alguma ação por nossa parte. Como se diz em Barreiras: "ficaram na godela!", pois mesmo armadas, não fizemos nada esperado.

No entanto, é preciso registrar que os vereadores insultaram a categoria de professoras/es, apenas porque estavam majoritariamente ausentes. De fato, eles não tem coragem para dizer aquelas coisas absurdas cara a cara. E quem ouviu a secretária de Educação falando em frente a prefeitura e quem a ouviu na Câmara não diz que foi a mesma pessoa, tamanha a velentia na parte da tarde, inclusive em ofender o movimento chamando de "denúncias levianas". Além de que tentaram deslegitimar o movimento chamando-o de eleitoreiro.

É preciso registrar também a triste capacidade de nossos representantes de sair da mesmice e das desculpas de que isso não é resultado desse (des) governo, mas dos anteriores. Até quando será desculpa para a incompetência administrativa? Até quando o passado será justificativa para o presente e barreira para o futuro? Apesar da "renovação" da Câmara, nada mudou! As ações e reações continuam idênticas aos hipócritas e demagogos de antes, apenas com gravatas e discursos levemente renovados.


E ao contrário do que os vereadores/as anunciaram na tentativa de enfraquecer o movimento, dia 28 de abril não foi dia de paralisação nacional. Foi paralisação em Barreiras! E ao contrário das mentiras escritas no site da prefeitura, ninguém foi "liberado", nós nos liberamos para dar exemplo de luta às nossas crianças e ao povo de Barreiras.


segunda-feira, 26 de abril de 2010

Tem PARALISAÇÃO GERAL no Dia Nacional da Educação


Nesta quarta, 28 de abril haverá em Barreiras, pela primeira vez uma paralisação geral da Educação, que já conta com a participação das/os professoras/es e demais trabalhadores/as do município e também das Universidades: UNEB e UFBA.

A programação do município segue abaixo:

CONCENTRAÇÃO NA PRAÇA SÃO JOÃO BATISTA às 8 HORAS

14h - Estudo da LEI DO FUNDEB


E qual a pauta de reivindicação municipal?

- Falência da educação;
- Falta de pagamento das/os professoras/es contratadas/os, dos porteiros, do pessoal de apoio, das merendeiras;
- Problemas na merenda escolar e no transporte escolar;
- Escolas sendo interditadas por causa da estrutura física;
- Plano de Carreira e Remuneração do Magistério;
- Problemas no repasse do FUNDEB


Tire sua camiseta preta do armário, compre uns apitos e venha para a luta!

domingo, 25 de abril de 2010

O Ministério Público decidiu ir à campo


A semana terminou com várias denúncias de irregularidades, agora detectadas pelo Ministério Público, que finalmente decidiu agir. Sim, apesar de saber que este orgão precisa ser "provocado para agir", ainda assim, não me convenço ou conformo de que seja preciso tanta demora para constatar e agir sobre o que "todo o povo comenta". Ah, antes ouvissem os burburinhos nas ruas, muita coisa seria agilizada.

Estamos praticamente no final de abril, mas a Prefeitura ainda não havia disponibilizado as contas públicas, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal e mesmo após denúncia da OAB-Subseção Barreiras e de liminar favorável à OAB emitida pelo juiz, a prefeita não disponibilizou as contas. Por quê será? E as/os vereadores/as, o que fizeram diante dessa falta de transparência? Absolutamente, por unanimidade, nada!

Seguindo, o promotor foi em lócus e constatou os problemas na merenda escolar. Há tempos, que o cardápio anda variado: suco com bolacha, bolacha com suco, cremosinho...nada nutritivo e adequado para as faixas etárias. Agora, chegou o promotor para averiguar "supostas" irregularidades.

Temos que saber para onde nosso dinheiro está indo e acabar de vez com a lorota dessa prefeita de araque de que não tem dinheiro! Cadê o nosso dinheiro? Cadê a porcaria de desenvolvimento que adoram pronunciar, sem dizer para quem? Cadê a Barreiras no trilho do progresso?

Por fim, gostaria também que o promotor fosse em lócus verificar sobre o transporte coletivo, irregular, que consta com denúncia desde 2008 no Ministério Público e até agora nada de respostas! Quem sabe se o promotor desse uma voltinha nos ônibus acabados ou ficasse de 20 a 30 minutos esperando o buzão no sol quente algo seria feito diante do reinado de Zé Maria?

Por Paula Vielmo


segunda-feira, 19 de abril de 2010

"ABRIL É MÊS DE LUTA pela Reforma Agrária, quando a sua bandeira é fincada nos latifúndios e tremula nas ruas das cidades"


Sem Terra ocupam sedes do Incra em 6 estados e em Brasília
19 de abril de 2010

O MST ocupou a sede nacional do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em Brasília, e mais as superintendências em São Paulo, Rio de Janeiro, Pará, Piauí e Paraíba, nesta segunda-feira (19/4), na Jornada Nacional de Lutas pela Reforma Agrária. O movimento mantém ocupada também a sede do Incra em Pernambuco, desde sábado.

As mobilizações cobram do governo o assentamento das 90 mil famílias acampadas do Movimento e um programa de agroindústrias para os assentamentos (veja a pauta completa aqui . Em agosto, o governou assumiu uma série de compromissos com a Reforma Agrária, que até agora não foram cumpridos, como a atualização dos índices de produtividade e a garantia de recursos para a desapropriação de áreas.

“O governo não vem cumprindo os seus compromissos com a Reforma Agrária. Temos famílias acampadas há mais de cinco anos, vivendo em situação bastante difícil à beira de estradas e em áreas ocupadas, que são vítimas da violência do latifúndio e do agronegócio”, disse José Batista de Oliveira, integrante da coordenação nacional do MST.

Em toda a jornada, foram realizadas manifestações em 19 estados e em Brasília. Os Sem Terra fazem marchas pela Reforma Agrária na Bahia, Tocantins, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

Foram ocupados 68 latifúndios, em Pernambuco (25), Bahia (15), São Paulo (11), Paraíba (5), Sergipe (4), Alagoas (2), Ceará (2), Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul (uma em cada estado). A maioria das áreas ocupadas já foram classificadas como improdutivas em vistorias do Incra, mas ainda não foram desapropriadas e destinadas à Reforma Agrária.

A jornada reivindica também a renegociação das dívidas das famílias assentadas e uma linha de crédito que atenda as especificidades das áreas de Reforma Agrária. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) não atende às necessidades dos assentados e criou uma geração de inadimplentes.

Balanço do dia

Fonte: MST


MST defende mudanças no modelo de reforma agrária

14/04/2010

Movimento sugere que o Estado comece a desapropriação de terras pelas propriedades com dívidas com o setor público.

Brizza Cavalcante

Agência Câmara de Notícias


O líder nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), João Pedro Stédile, defendeu nesta quarta-feira uma mudança no modelo de reforma agrária brasileiro, sob o argumento de que a “simples distribuição de terra” não atende mais aos interesses do movimento, que cobra uma série de direitos que não estariam sendo respeitados pelas políticas públicas nacionais.

Entre esses direitos, Stédile listou a instalação de agroindústrias para a produção dos assentamentos; mudanças nas técnicas agrícolas ­ com restrição ao uso de grandes máquinas que privilegiam as maiores propriedades e “expulsam o homem do campo”, e de “venenos” como defensivos; o combate à concentração da produção agropecuária; e a garantia de educação para a população rural.

O líder do MST participou de audiência pública da Comissão de Legislação Participativa sobre a criminalização dos movimentos sociais e sugeriu que o Estado comece a desapropriação de terras pelas propriedades com dívidas com o setor público, “griladas, com funcionários em situação análoga à escravidão ou aquelas compradas irregularmente por empresas estrangeiras”.

A audiência foi realizada um dia depois de a Confederação Nacional da Agricultura (CNA) pedir ao Ministério da Justiça a mobilização de forças policiais para impedir invasões promovidas pelo MST.

Abril Vermelho
João Pedro Stédile identificou momentos históricos em que o Brasil poderia ter mudado a estrutura fundiária, mas, conforme observou, preferiu preservar o quadro social vigente. O último, segundo ele, foi no início do Governo Sarney (1985/1989), quando o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) tentou resgatar o projeto de reforma elaborado por Celso Furtado no Governo João Goulart (1961/1964), mas não avançou. “Todas as sociedades encontraram a fonte dos seus problemas na concentração da propriedade rural, muitas já resolveram a questão no século 19, mas o Brasil ainda não conseguiu desconcentrar a propriedade da terra, que é um bem da natureza e deveria estar disponível para todos”, afirmou.

O representante do MST também justificou o aumento de ocupações de terras improdutivas ocorridas sempre neste mês, o chamado “Abril Vermelho", lembrando que a data é uma homenagem aos 19 trabalhadores que morreram em 17 de abril de 1996, em Eldorado dos Carajás, no Pará. Desde a redemocratização do País, em 1985, mais de 1.600 trabalhadores rurais, segundo Stédile, foram mortos a mando de latifundiários, e só oito responsáveis foram presos.

Leia mais: Distribuição de renda; Responsabilização da mídia ; Censo agropecuário