quarta-feira, 5 de outubro de 2011

A licitação do transporte público saí?

Por Paula Vielmo


Terça-feira, 04 de outubro de 2011, o dia em que foi votado na Câmara Municipal de Barreiras - finalmente - o PL 20/11 que autoriza a licitação do transporte público coletivo de Barreiras, algo que, vergonhosamente, nunca existiu.

O Projeto de Lei entrou na pauta da Câmara a exatas duas semanas, no dia 20/09 e demorou um tempo para ser analisado pelas Comissões de: Constituição, Justiça e Redação Final e Finanças, Orçamento, Contas e Fiscalização, resumindo, "passaram pelas mãos" dos vereadores Carlão, Giovanni, Iremá, Tito e Leidiomar.

Durante o "Expediente" foram lidas as emendas feitas ao Projeto de Lei de autoria do Poder executivo (ou seja, da Prefeita Jusmari), as quais não consegui acompanhar com precisão, devido à leitura rápida do vereador Carlão e algumas conversas de membros da imprensa local que estavam no plenário "zuando".

No instante da votação, algo próximo das 18h, muita coisa passou pela minha cabeça. Foram muitos momentos de luta dentro daquela "Casa do Povo" e mais, fomos nós do Movimento Estudantil que denunciamos sem medo que o transporte funcionava ilegalmente, sem ser concessão pública via licitação. De todas as poucas pessoas presentes no plenário, apenas eu sabia de tudo o que muita gente fez para chegar aquele momento, e senti uma falta imensa de todas companheiras e companheiros.

Até que enfim, depois de mais de 3 anos, essa licitação estava saindo e sem dúvida não foi por vontade da prefeita ou por fiscalização dos vereadores: foi por causa da insistente denúncia de estudantes e pela atuação do Ministério Público.

Estiveram ausentes nessa importante data os vereadores Giovanni Mani, B.I e Beza. Preciso dizer que foi "aprovado por unanimidade"? (tudo nessa Câmara é aprovado desta maneira).

No entanto, ficam as perguntas: essa licitação realmente vai sair? Os interesses do DONO DO TRANSPORTE em Barreiras serão atropelados pela legalidade, logo nessa terra sem lei? E a modalidade de licitação escolhida, qual será?

Diante das indagações, apenas uma certeza: temos que fiscalizar esse processo!

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