quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pautas pendentes: rapidinhas sobre as eleições 2012 em Barreiras

Por Paula Vielmo

Diante de uma pauta extensa e da necessidade de atualizar o blog, farei abaixo pequeninos comentários acerca das pautas que quero deixar registrado (mesmo já tendo passado), ao invés de escrever textos específicos para cada uma, objetivando otimizar o tempo e atualizar os escritos.

1. DEBATES ELEITORAIS
Assisti apenas DOIS debates eleitorais em Barreiras, a saber:

APLB-SINDICATO - Esse debate, pensei que fosse uma micareta ou algo semelhante, pois havia a grande presença de entusiasmados agitadores de bandeiras em frente ao Centro Cultural. Nesse debate, os correlegionários/obcecados por Jusmari tentaram (conseguiram alguns) invadir o local do evento, até mesmo entrando pela "porta dos fundos". Foi patético e um pouco assustador.

O espaço, apesar de ser direcionado para "trabalhadores/as da educação", contava com pouca presença deste segmento. O mediador estava despreparado para as artimanhas de Juju e cia. Creio que já temiam perder. Antônio Henrique não compareceu. Foi um debate interessante.

TV OESTE - O debate organizado em cadeia pela Rede Globo/Rede Bahia, contou com a presença de todos os candidatos. Naquela noite, Barreiras parou diante da televisão e no dia seguinte só falou-se sobre. Politicamente foi uma negação, em termos qualitativos. O mediador, assim como no da APLB, estava despreparado. Algumas pessoas decidiram ou modificaram o voto a partir do debate. Sinceramente, ainda não sei como.


2. RETORNO DE ANTÔNIO HENRIQUE E COMO FICAM OS DEMAIS
Como previsto, a eleição majoritária foi muito disputada e a diferença de votos entre o eleito e o segundo lugar muito pequena (507 votos). Antônio Henrique garantiu os votos da eleição de 2008 e alcançou a reeleição com a "forcinha" de Lula. O PT em Barreiras só serviu para isso na coligação, porque não tem potencial eleitoral em termos de votos. Zito deve ter ficado desesperado, mas conseguiu eleger o irmão na cidade vizinha: São Desidério. 

Apesar de todas as críticas, Jusmari foi muito bem votada: 22.024 votos! Ela ficou em 3º lugar com uma diferença de 577 votos para o segundo (Zito) e 1.084 votos para o primeiro (Tonhão). Os Oliveiras perderam nas duas cidades em que disputaram. Ainda assim, continuam com regalias através do mandato de Oziel como Deputado Federal. 

A perspectiva? A pior possível! Dizem que estou sendo pessimista, mas estou apenas analisando a nossa conjuntura, que já disse, não é nada favorável.

Temos o retorno de um dos prefeitos mais violentos que tem-se notícia. E ele vem atrelado com o PT e uma péssima equipe de gestão. Coitada de Barreiras! Coitados de nós, povo de Barreiras!

Interessante analisar que 3.744 pessoas não quiseram optar por nenhum dos CINCO candidatos, deixando um espaço que precisa, e deve, ser ocupado.


3. NOVA CÂMARA MUNICIPAL
Conforme escrevi anteriormente (AQUI), cabe uma avaliação. Apesar de ter previsto a reeleição de praticamente todos os vereadores, apenas QUATRO dos atuais ONZE se reelegeram. Foram postos para fora os de "caráter religioso" e Sobrinho, um ranço eliminado, o que considerei uma surpresa e um aspecto bastante positivo. Dos DEZENOVE eleitos acertei OITO e fiquei feliz em errar por muitos, e desanimada por outros sacanas que conseguiram retornar ou ser eleitos, apesar da total falta de caráter (sim, conheço boa parte!).

A surpresa para mim foi a votação de Marileide, o que gerou expectativas em muitas pessoas, mas não em mim. Ela terá que me mostrar com ações que é diferente, pois suas ações até agora só me fizeram crer que ela é "mais do mesmo", contando inclusive com a campanha antecipada que realizou, fora outras coisas que sabemos, mas devido a falta de provas, não podem ser ditas.

O perfil da Câmara? Continuará sendo omissa, apesar da "maioria" ser da base de Jusmari. Eles e elas irão com quem lhes der condições de fazer política assistencialista. Posso e quero estar errada, mas o tempo a partir de 01 de janeiro de 2013 é que vai dizer!


4. CONCLUSÃO
Barreiras quis e terá, mais do mesmo, conforme eu já disse AQUI e AQUI e o tempo confirmará. Quero estar errada, como quero...mas a política não é feita do que se quer, o contexto é muito mais complexo. A nós, resta continuar na luta, buscando CADA VEZ MAIS organização e intervenções efetivas e qualitativas!

terça-feira, 2 de outubro de 2012

BARREIRAS QUER MAIS DO MESMO


Parte 2: Poder Legislativo

 Por Paula Vielmo
(com dados retirados do site do TSE)

Ano de eleição municipal e um mesmo erro se repete: a maioria das pessoas está bastante preocupada com  o/a prefeito/a, desconsiderando a importância que o PODER LEGISLATIVO possui, inclusive como regulador do PODER EXECUTIVO.

Nesse sentido, vamos analisar as 273 candidaturas para as 19 vagas na Câmara Municipal (14,3 candidatos por vaga), considerando a coligação, o histórico de votos anteriores de tais candidatos/as e quem tem mandato, fazendo uma perspectiva de quem serão os "representantes" eleitos. 

No aspecto de quem tem mandato, pensemos sobre a desigualdade de condições na disputa, pois quem está no “poder”, permanece nele durante as eleições, tendo benefícios e regalias que as demais candidaturas não possuem.

Com 87.627 eleitores em 2012, dos quais cerca de 95% dos votos serão válidos (base a partir da eleição de 2008 com dados do TSE) e 19 vagas na Câmara Municipal, significa aproximadamente 4.381 votos para conquistar uma “cadeira legislativa” . Então, vamos analisar QUEM serão os prováveis nomes.

Quando digo “nomes”, é porque são meramente nomes, iguais ou diferentes, mas sem personalidade, sem qualquer indicativo de mudança, sem perspectiva de um trabalho legislativo coerente e que fuja do assistencialismo alardeado em Barreiras! 

Antes, é pertinente informar uma verificação desta blogueira: a maioria dos/as candidatos/as mudou de partido, o que demonstra que realmente não há afinidade ideológica, mas apenas a busca por uma legenda que permita eleger-se. Infelizmente a maioria dos/as candidatos/as, como bem disse um amigo, não sabe sequer o que faz um/a vereador/a, e isso é claramente perceptível pelas propostas “executivas” que eles/as apresentam em seu material publicitário de campanha. E o pior, quase todos que serão eleitos ou reeleitos estão na BASE POLÍTICA DA ATUAL PREFEITA!

Infelizmente acredito que 95% dos atuais vereadores serão REELEITOS e muita gente que prestou um mal serviço vai retornar!

E dito tudo isso, vamos aos nomes:

1.       PDT vem sem coligação, tendo 15 candidatos, 10 homens e 5 mulheres. Deve reeleger o atual vereador TITO;

2.       PMDB/PTN/PR/DEM/PV na coligação “Por uma Barreiras mais humana” possui 38 candidatos, dos quais 26 são homens e 12 mulheres. Devem eleger a mais votada em 2008, mas que não alcançou a vaga por causa da coligação: KARLUCIA MACEDO (PMDB). A  votação de Karlúcia deve ajudar o retorno de DA COSTA (PMDB, ex-PR) à Câmara (ele teve 860 votos em 2008);

3.       PP e PT na coligação “Compromisso com o trabalho”, com seus 40 candidatos, dos quais 29 homens e 11 mulheres, podem eleger SIQUARA (PT), trazer de volta NUBIA (PP, ex-DEM) e algum outro nome do PP. As candidaturas do PT são muito fracas de votos;

4.       PPS/PSDC/PRTB/PHS/PPL na coligação “Compromisso com Barreiras” e seus 44 candidatos, dos quais 32 homens e 12 mulheres deve trazer de volta à Câmara JAIRES PORTO (PPS, ex-PSB, que teve 591 votos em 2008).

5.       PRB/PTB/PRP e PSL na coligação “Juntos pelo desenvolvimento”, com 29 candidatos, sendo 21 homens e 8 mulheres, deve reeleger B.I. (PSL), o vereador mais votado de 2008, reeleger SOBRINHO (PRP). Se fizerem mais de uma cadeira, provavelmente será de SILMA (Ex-PSL, atual PRB, que voltará a ser vereadora);

6.       PSB e PSD na coligação “Desenvolvimento com responsabilidade” e seus 11 candidatos, dos quais 8 homens e 3 mulheres, são um dos mais ousados. Têm na composição três atuais vereadores, dos quais devem se reeleger  BISPO DANIEL (ex-PR, atual PSD) e GIOVANI MANI (ex-PR, atual PSD). O atual vereador CARLÃO (Ex-PSDB, atual PSD) não deve ser reeleito;

7.       PSC e PT do B na coligação “Unidos por Barreiras”, com seus muitos 56 candidatos, dos quais 40 homens e 16 mulheres deve reeleger BEZA (PSC) e pode finalmente eleger AGUINALDO JUNIOR (Ex-PTC, atual PT do B), que teve 1.100 votos em 2008. A votação deve puxar mais aguém;

8.       O solitário PSDB e seus 6 candidatos, dos quais 4 homens e 2 mulheres, não deve eleger ninguém. Além disso, têm feito uma campanha ridícula na televisão. Eles tem muito tempo, poucos candidatos e o nível das candidaturas é sem qualidade;

9.       O PSOL  com suas cinco candidaturas, das quais três homens e duas mulheres, também não deve eleger ninguém. Mas ao contrário do PSDB, tem feito uma bonita campanha com as candidaturas em harmonia e fazendo um trabalho educativo e crítico sobre a função do/a vereador/a;

10.   PTC e PC do B na coligação “Fé e vitória” com 26 candidatos, sendo 18 homens e 8 mulheres, deve reeleger os atuais vereadores PASTOR SOUZA (PTC), HIPÓLITO (PTC) e LEIDIOMAR (PTC) e o PC do B deve eleger apenas OTONIEL, que foi Secretário do governo “Cidade Mãe”.

A composição da Câmara não será apenas mantida, mas vai PIORAR MUITO, trazendo de volta figuras BIZARRAS da política local! Não é uma perspectiva pessimista, é uma análise da nossa conjuntura que não é boa. Agora, cabe a nós, povo, fiscalizar o trabalho daqueles e daquelas que devem representar o povo, mesmo não querendo fazê-lo!

Para quem pensa em votar em algum candidato ou candidata que está nessas coligações, cuidado! Provavelmente O SEU VOTO trará de volta essas figuras que citei. Caso não entendeu como isso pode e vai acontecer, leia AQUI

Depois de 7 de outubro escrevo novamente, sobre o resultado e o que se confirmou ou não pela minha avaliação. Até lá!

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

MARCHA DAS VADIAS DE BARREIRAS: PRESENTE!


Por Paula Vielmo

Em 27 de setembro faz exatamente um mês que dezenas de pessoas saíram às ruas de Barreiras, marchando unidas na MARCHA DAS VADIAS DE BARREIRAS. 27 de agosto de 2012 representa um marco histórico-político na luta das mulheres em Barreiras, por liberdade e respeito, contra toda forma de violência. Luta encampada por mulheres e homens com consciência da necessidade de uma sociedade pautada pela igualdade.

A MARCHA DAS VADIAS - MDV é um movimento mundial que surgiu em 2011. Em Barreiras, chegou apenas um ano depois, demonstrando que existem pessoas antenadas com as lutas mundiais, mas sobretudo, com coragem para trazê-las à tona na sociedade hipócrita em que vivemos. O nome deve-se a afirmação infeliz de um policial canadense, através de afirmação de que as mulheres não deveriam se vestir como vadias para “evitar” o estupro, transferindo a responsabilidade do agressor para a vitima. Por isso um dos  lemas da MDV é:

 “Ensine os homens a respeitar e não as mulheres a temer”


Primeira reunião presencial
A preparação para a MDV-Barreiras começou muito antes de 27 de agosto, cerca de dois meses antes. Foi longa, cansativa, desgastante e maravilhosa em cada detalhe e momento. Desde a criação do grupo secreto no facebook que agregou centenas de membros, os quais espelhavam a sociedade barreirense: majoritariamente observadora; diversas reuniões presenciais nunca com mais de 10 pessoas; uma programação criativa com três oficinas (Pça Castro Alves, UNEB e UFBA), dois saraus (UNEB e Pça Castro Alves), três bazares nas feiras livres (Vila Rica, Sandra Regina e Santa Luzia) e a intervenção urbana protagonizada pela Cia Teatrando via os artistas Ramon Sousa e Lanna Seixas na feira.

A MDV-Barreiras foi trabalhosa, e como foi! Acordar cedo, como milhares de trabalhadoras/es fazem todos os dias, encarar o sol quente da feira como as/os feirantes fazem seguidamente, vivenciar um outro cotidiano dá trabalho, mas quando feito com convicção, vale muito a pena. E cada minuto dedicado à causa da Marcha das Vadias, de desvelar as violências sofridas por mulheres de diversas idades, cores e classes sociais - simplesmente por serem mulheres - valeu a pena! Fortalecer a luta, vale a pena, sempre!

Nesse caminho, nos deparamos com algumas criticas, algumas zombações e resistências por causa do nome “vadia”. Geralmente conseguimos dialogar e descontruir a ideia, esclarecendo que tratava-se de uma apropriação e ressignificação do termo, pois para nós, se “ser livre é ser vadia, nós somos vadias”. E vadios também, pois a presença, força e apoio de nossos companheiros homens é fundamental nessa luta por respeito e igualdade. Não deve ser uma luta exclusiva das mulheres, mas de todas e todos que acreditam em uma sociedade justa.

No processo, as pessoas que contribuíram, mesmo que em uma única atividade, foram importantes e representaram um coletivo grande. Todavia, segurando todas as pontas, rostos conhecidos de outras lutas: Rose, Italo, Jessika, e um rosto novo que se engajou de maneira fascinante: Maureen! A luta gera companheiras/os e amigas/os!

Contamos com o apoio de doações para os bazares, de ajuda nas pinturas das camisetas, de pinturas das faixas e banners pelo grande artista local Agamenon Amorim, da confecção de adesivos pelo jovem Vinicius, dos espaços das universidades públicas. Soubemos de trabalhos escolares sobre a MDV, instigados pela realização da Marcha em Barreiras.

Como todo movimento social, não podemos medir a influência, mas uma convicção: a MARCHA DAS VADIAS EM BARREIRAS exerceu impacto e a sociedade barreirense não será a mesma, nem as pessoas que estiveram nos diversos espaços serão as mesmas.

No dia da Marcha, finalizamos com a leitura de um manifesto emocionante. Ao lermos o texto, eu e Rose sentíamos o sofrimento de nossas irmãs espalhadas por Barreiras, pela Bahia e pelo mundo. As lágrimas emergiam como sinal de que estamos fartas, mas dispostas a lutar!

Ao final, depois de todo o processo preparatório para a MDV-Barreiras, avaliação positiva: atingimos o objetivo de despertar e sacudir a sociedade barreirense, mas sobretudo, ficamos com o sentimento de que muito mais precisa ser feito, e existem pessoas dispostas a dar seguimento a essa luta.

MARCHA FEMINISTA DE BARREIRAS - MFB aí vamos nós!



Organização para o primeiro sarau, na UNEB

Intervenção urbana na Feira de Abastecimento : Ramon Sousa e Lanna Seixas - Cia Teatrando


Dados de violência contra a mulher registrados na Delegacia de Atendimento a Mulher de Barreiras
Agamenon Amorim com a mão na obra

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Concurso Cultural de Microcontos

 
REGULAMENTO DO CONCURSO DE MICROCONTOS DO IFBA/BARREIRAS

O Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia (IFBA), campus Barreiras, estabelece as normas para a participação no Concurso de Microcontos.

Os participantes deverão escrever um microconto com até 130 letras, excetuando o título. Além da premiação, os autores terão seu trabalho exposto no portal do IFBA.

QUEM PODE SE INSCREVER?

Todos os estudantes matriculados em instituição pública e privada do ensino médio e superior, no estado da Bahia, poderão participar do Concurso (exceto funcionários do IFBA).

COMO PARTICIPAR?

- O microconto deverá ser enviado para o e-mail microcontoifba2012@hotmail.com;

- O tema para a produção do microconto é livre;

- Cada participante só poderá enviar um microconto;

- O texto deve ser escrito em língua portuguesa, com fonte Arial, Tamanho 12;

- Os microcontos serão selecionados com base nos seguintes critérios: a correção gramatical, a coerência, a coesão e a originalidade;

- Além de enviar o microconto, o participante deverá se identificar no mesmo e-mail com: Nome (sem abreviatura) / Endereço / Telefone / Instituição onde estuda (Ex.: IFBA/Barreiras) / Série/Curso;

- Os vencedores do concurso de microcontos do IFBA declaram, desde já, serem de suas autorias os microcontos encaminhados ao concurso e que os mesmos não constituem plágios de espécie alguma, ao mesmo tempo que cedem e transferem ao IFBA, sem quaisquer ônus para este em caráter definitivo, plena e totalmente, todos os direitos autorais sobre os referidos microcontos, para qualquer tipo de utilização, publicação ou reprodução na divulgação do resultado.

QUANDO ENVIAR OS MICROCONTOS?


Período de envio: 29/08 a 01/11/2012

Data do resultado: 09/11/2012

Data da publicação no Portal IFBA: até o dia 15/11/2012

QUEM AVALIARÁ OS MICROCONTOS?

A Comissão Julgadora, constituída por 04 (quatro) professores de Língua Portuguesa e Literatura do IFBA, Campus Barreiras, encarregar-se-á de escolher 3 microcontos para cada modalidade (ensino médio e superior), sendo sua decisão soberana e irrecorrível.

QUAIS SÃO OS PRÊMIOS?

ENSINO MÉDIO

1º Lugar: Gramática da Língua Portuguesa

2º Lugar: Minidicionário de Língua Portuguesa

3º Lugar: Minidicionário de Língua Portuguesa

ENSINO SUPERIOR

1º Lugar: Gramática da Língua Portuguesa

2º Lugar: Minidicionário de Língua Portuguesa

3º Lugar: Minidicionário de Língua Portuguesa

DISPOSIÇÕES FINAIS

 - Serão desclassificados os trabalhos enviados fora do prazo estipulado e/ou não estiverem dentro das normas estabelecidas neste Regulamento;

- O microconto classificado será exposto no Portal do IFBA (http://www.portal.ifba.edu.br)

- O prazo para reclamação do prêmio é de 180 dias, contados a partir da divulgação oficial dos resultados;

- A participação neste concurso de microcontos implica na aceitação irrestrita deste regulamento;

- O participante autoriza, desde já, a utilização de seu nome e imagem para fins de divulgação/promoção do concurso cultural.


COMISSÃO ORGANIZADORA

Atauan Soares de Queiroz

Maria Conceição dos Santos

Mariana Rocha Santos Costa

Raphaelle Nascimento Silva

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Saiba como são eleitos candidatos a prefeito e a vereador


No próximo dia 7, os eleitores de 5.568 cidades brasileiras escolherão os novos prefeitos e vereadores. A contabilização dos votos para eleição desses dois cargos é feita de forma diferente. Prefeitos, assim como os governadores e presidente da República são cargos majoritários. Já vereadores, deputados federais e estaduais são escolhidos pelo sistema proporcional.

Tanto para a eleição dos cargos majoritários quanto dos proporcionais somente são considerados os votos válidos. Dessa forma, não são contabilizados, para nenhum efeito, os votos brancos e nulos.

Para ser eleito, o candidato a cargo majoritário tem de conseguir a maioria dos votos válidos. Caso o município tenha mais de 200 mil eleitores, a decisão do pleito pode vir a ocorrer em dois turnos. Neste caso, para ser eleito no primeiro turno, o concorrente tem de conseguir a maioria absoluta dos votos válidos, ou seja, mais de 50% na primeira eleição. Se no primeiro turno nenhum candidato atingir esse limite mínimo de votos, é realizado o segundo turno do pleito entre os dois candidatos mais votados, quando será eleito quem tiver a maioria dos votos. Em 2012, há possibilidade de ocorrer segundo turno em 83 cidades.

Já na eleição para cargos proporcionais não são eleitos necessariamente os candidatos que obtêm a maioria dos votos. Para se elegerem, os candidatos dependem de dois cálculos: o quociente eleitoral e o quociente partidário.

Quociente eleitoral

Para participar da distribuição dos lugares na Câmara de Vereadores, o partido ou coligação precisa alcançar o quociente eleitoral — resultado da divisão do número de votos válidos no pleito (todos os votos contabilizados excluídos brancos e nulos), pelo total de lugares a preencher em cada Parlamento.


Quociente partidário

Feito o cálculo do quociente eleitoral, é realizado o cálculo do quociente partidário, que determinará a quantidade de candidatos que cada partido ou coligação terá no Parlamento. Para chegar ao quociente partidário, divide-se o número de votos que cada partido/coligação obteve pelo quociente eleitoral. Quanto mais votos as legendas conseguirem, maior será o número de cargos destinados a elas. Os cargos devem ser preenchidos pelos candidatos mais votados de partido ou coligação, até o número apontado pelo quociente partidário.

Com os quocientes eleitorais e partidários pode-se chegar a algumas situações. Um candidato A, mesmo sendo mais votado que um candidato B, poderá não alcançar nenhuma vaga se o seu partido não alcançar o quociente eleitoral. O candidato B, por sua vez, pode chegar ao cargo mesmo com votação baixa ou inexpressiva, caso seu partido ou coligação atinja o quociente eleitoral.

Nas eleições do próximo dia 7 de outubro, conforme dados estatísticos desta terça-feira (18), 449.756 candidatos concorrem às 57.434 vagas de vereadores disponíveis em todo o Brasil. No caso dos prefeitos, são 5.568 vagas para 15.588 candidatos.
CM/GA

Retirado do site do TSE

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

BARREIRAS QUER MAIS DO MESMO

Parte 1: Poder Executivo

Por Paula Vielmo

Ano eleitoral é sempre a mesma conversa de mudança, de reclamações e de análises políticas geralmente equivocadas, de um povo que passa três anos e meio alheio aos acontecimentos políticos e busca envolvimento apenas durante a campanha eleitoral. Em 2012 não é diferente!
Diversas pessoas se inquietam com a “falta de opção” para depositar seu voto no dia 07 de outubro , especialmente para o Executivo Municipal. Muitas outras dialogam nas escolas, bares, universidades, casas e ruas, sobre a situação caótica em que Barreiras se encontra. Existe uma indignação pulsante no povo de Barreiras em relação ao abandono do município e da falta de investimento e funcionamento das áreas sociais: saúde, educação, moradia, cultura, infraestrutura (com destaque para os buracos nas ruas), lazer. É perceptível que a situação do município piorou muito nos últimos anos, desde que a “primeira prefeita” assumiu os rumos da administração municipal.

Em 2012, temos CINCO candidaturas postas, mas apenas três são consideradas com possibilidades de vitória, todas elas de representantes políticos que já assumiram mandatos, que já tiveram chance de demonstrar compromisso ou a falta dele com as demandas do povo. O trio Jusmari (PSD), Antonio Henrique (PP) e Zito (PMDB), conforme expressão das ruas, “já foram testados”.

Além disso, observemos que o trio acima, quando em disputa eleitoral anterior, não estavam nos partidos atuais. Eles e ela, saltam de “partido” (abrigo ideológico) em busca de uma “legenda” que permita melhor executarem seu desejo sórdido de poder.

Em termos de “novidade”, poderíamos citar Renatos Santos (PSOL) e Zé Roberto (PSDB). Todavia, novidade é jamais ter sido prefeito? Novidade para mim é quem apresenta uma proposta pautada em bases distintas das colocadas pelos demais, e a única candidatura que faz isso é a candidatura do Partido Socialismo e Liberdade.

No entanto, somente as três candidaturas “hegemônicas” são vistas como possibilidade, mas nada são do que “mais do mesmo”. Qualquer um deles ou dela que for eleito ou eleita, não fará diferença nos rumos de Barreiras, pois as concepções políticas são absurdamente iguais, variando apenas, algumas vezes, no método de ação.

Considero essa eleição como a pior dos últimos anos, pois fortunas são gastas para vender uma imagem que não é real, enquanto as propostas e a história de quem está na disputa é desconsiderada. Ninguém está nesse processo por acaso, e o eleitorado precisa perceber isso. A ausência de financiamento público de campanha, oportunizando igualdade de condições é uma demanda urgente! Perceber quem são os financiadores de campanha e que haverá “devolução” no futuro, também é fundamental.

No dia 07 de outubro de 2012, veremos um município quase que inteiro, sem consciência critica, sem perspectiva, elegendo “mais do mesmo”, seja a atual, o vizinho ou o antigo. Porém, tenho certeza de que eu não vou colaborar com isso, e você?

domingo, 2 de setembro de 2012

Quando a violência contra uma atinge a todas

Por Paula Vielmo

O dia ensolarado e quente de 02 de agosto de 2012 marcou a minha vida. Nesse dia, pela primeira vez, uma mulher, sentada ao meu lado, relatava a violência psicológica que sofria e como o agressor havia invadido a sua casa na noite anterior. Eu, chocada ao seu lado, senti o pior de todos os sentimentos: impotência!

Naquele exato momento, uma pausa havia sido feita no tempo, e eu, sem saber o que fazer, sentia como meu o sofrimento dela e de milhares de mulheres, silenciadas diariamente. Por dias e até hoje, aquele momento está em minha mente. Enquanto ela chorava, meu coração acompanhava em prantos aquela mulher.

Eu pensei muito, mas não escrevi. Queria poupá-la de exposição, porém, mais do que aquele dia, o 02 de setembro ficará marcado, e eu preciso escrever sobre isso, sobre quão absurdo é um homem sentir-se proprietário de uma mulher, sobre como nossa sociedade está doente e sobre como o machismo precisa ser combatido!


Pensei durante muito tempo sobre o impacto da realidade. Os textos, vídeos e relatos jamais foram tão significativos como aquela mulher sentada, chorando. E eu também chorei. Todavia, a noite de 02 de setembro de 2012 foi ainda mais marcante.

Quando ela disse: "ali está o meu agressor" e eu virei meu rosto e olhei para ele, a sensação ruim de olhar para aquele homem vil e covarde não pode ser descrita. Quando ele se aproximou, a minha vontade era afastá-lo dela, mas novamente a pior de todas as reações: eu não sabia como agir.

Naquele beco, enquanto ele a perseguia, eu e os meninos tentávamos afastar aquele homem obcecado dela. Todavia, somente eu e outros dois sabíamos realmente quem ele era. E novamente, senti a dor daquela mulher e uma raiva tomou conta. Eu gritei, mas a minha vontade era sufocar a voz daquele covarde vil e torpe.

Entre as sensações de sofrimento daquela mulher, um turbilhão de imagens e situações vivenciadas por milhares de mulheres que jamais chegarei a conhecer. O machismo é real, e está cada vez mais próximo. Cada ato para tentar extirpá-lo é uma demonstração de que a luta é e continuará sendo árdua. Que as situações de violência estão bem mais próximas do que se pode imaginar...

uando ele foi embora, eu senti que aquele homem novamente iria invadir a casa dela, e a sensação de não poder fazer nada além de dizer para trancar as portas, fez mais uma vez as lágrimas surgirem. Que cada lágrima e dor causada por causa do machismo, se transforme em força para combatê-lo!

A LUTA CONTINUA, ATÉ O FIM DE TODA VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER!

domingo, 5 de agosto de 2012

“Ninguém nasce heterossexual, torna-se heterossexual”

Por Rose Cerqueira*


A identidade sexual é um tema que divide opiniões? Talvez.

E na esperança de suscitar ainda mais a divisão de opiniões a respeito do tema, que algumas questões precisam ser postuladas, principalmente nas rodas de conversa, nos bares da vida.

Aprendemos a ser heterossexual? Aprendemos a ser homossexual? A identidade é determinada biológica ou socialmente? Onde se manifesta a identidade?

Para responder a essas questões tem-se que levar em consideração que a sociedade não é estável, ela se movimenta. O velho Marx dizia que a realidade social é determinada pela relação diálética entre o mundo e as ideias.

Ao contrário do que teoriza os autores Iluministas, a identidade não se trata de algo estável, a identidade pode ser fragmentada ou múltipla. À medida que os sujeitos interagem dentro dos sistemas culturais, esses são modificados. Desse modo, a identidade é um processo cultural e não biológico, como por vezes nos fazem acreditar as instituições de manutenção da sociedade burguesa, naturalizando nossos comportamentos, como por exemplo, a cor rosa é de menina e a cor azul é de menino.

Quem nunca ouviu ou leu a frase: “ninguém nasce mulher, torna-se mulher”? O que Simone de Beauvoir nos diz com isso, é que o conceito de mulher está diretamente ligado as nossas funções no mundo. Tornamos-nos mulher porque ser mulher é desempenhar determinadas tarefas, se vestir de determinada maneira, enfim, ditam como os indivíduos que nascem com uma vagina devem se comportar socialmente.

A sociedade heteronormativa compulsória instituiu normas que regulamentam os corpos e definem que, enquanto algo biológico, o sexo determina o gênero e consecutivamente o direcionamento do desejo e das práticas sexuais. Essas concepções estão enraizadas em discursos da psicologia, biologia, igreja, televisão e em consequencia, da instituição família.

Judith Butler lembra que antes mesmo do individuo nascer é iniciado um processo de masculinização ou feminização do corpo, através de marcas que nomeiam o corpo como: “é uma menina” ou “é um menino”, que supõe o sexo como um dado anterior a cultura e lhe atribui um caráter imutável. A partir daí está estabelecido “defintivamente” nossos papeis sociais, homem heterossexual e mulher heterossexual, não tolerando qualquer desvio.

A ideia de heterossexualidade é instituída em cada novo indivíduo que nasce, através de um processo gradual, como um dado natural, que aponta para uma lógica de que o corpo somente pode ser identificado através de uma ideia binária de macho e fêmea que sempre aponta o desejo sexual para o sexo oposto.

Desse modo, a heterossexualidade deve ser entendida não como uma prática sexual, mas como um regime político que faz parte da administração dos corpos e da gestão calculada da vida no âmbito da biopolítica, um conceito destinado a produzir corpos. Ser heterossexual também é uma construção e a autoafirmação da heterossexualidade é um posicionamento político.

*Coordenação Regional NE1 da ENECOS - Executiva Nacional dxs Estudantes de Comunicação Social

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Barreiras sem água: cadê a Embasa?

Por Paula Vielmo


Começamos a semana com a "surpresa" nada agradável de que estávamos sem água devido a um rompimento em um trecho abastecedor do município de Barreiras. A causa seria uma peça que quebrou. De lá para cá, foram dois dias sem água em um município com cerca de 150 mil habitantes!

Segundo "aviso importante" retirado do site da EMBASA:

O vazamento que interrompeu o fornecimento de água em Barreiras será corrigido até o final da tarde desta terça-feira, dia 17/07, quando o serviço de abastecimento iniciará sua regularização gradativamente. O rompimento aconteceu em frente à rodoviária de Barreiras, em um trecho da rede distribuidora que leva água da Estação de Tratamento para os reservatórios que abastecem todo o município.

A recomendação é que a população continue a reservar água e evitar desperdício até a retomada do fornecimento de água. Hoje, a Embasa realizou o abastecimento alternativo com carros-pipa para hospitais, escolas e creches da cidade.


Ficar sem água parece coisa de filme futurista ou do sertão, mas está sendo uma realidade para nós, que moramos em Barreiras. Para quem vive no sertão, é uma constante muito maior. Esse episódio serve para lembrarmos do sofrimentos de milhares de brasileiras, brasileiros e outras pessoas pelo mundo que tem acesso limitado a esse bem natural e do qual nenhum ser vivo sobrevive sem: ÁGUA!

Outro motivo é de caráter econômico, lembrado de maneira indignada pela minhã mãe na noite desta terça-feira, mais de 24 horas sem água que, caso um consumidor fique sem pagar a conta de água, terá esse serviço essencial interrompido pelo "corte" do serviço. Todavia, nesse caso, em que a prestadora de serviço deixa de fazer sua obrigação, nada é feito.

Novamente observamos que as penalidades recaem sobre o consumidor/a e não sobre a prestadora deste serviço essencial, ou seja, a EMBASA. Tal empresa:
A Empresa Baiana de Água e Saneamento S.A. – Embasa - é uma sociedade de economia mista de capital autorizado, pessoa jurídica de direito privado, tendo como acionista majoritário o Governo do Estado da Bahia.

Como uma Empresa desse porte, responsável pelos serviços de "análise da qualidade da água, relatório anual para informações ao consumidor, abastecimento de água, esgotamentos sanitário, expansão e estudo de viabilidade" não faz MANUTENÇÃO do sistema e não tem UMA PEÇA reserva?!

Como ficamos nós, população consumidora, que não estamos dentro dos "hospitais, escolas e creches" e não tivemos acesso a carros-pipas?

Cabe indignação e comentários acerca desse respeito, mas cabe mais ainda alguma ação efetiva para punir essa empresa que não cumpre com sua obrigação, deixando milhares de pessoas sem água, em uma cidade quente, seca e repleta de poeira.

Cabe uma demorada reflexão sobre a importância da água e sobre como estamos sob a administração de pessoas que não atentam para imprevistos previsíveis.

Queremos água, já!!!

segunda-feira, 9 de julho de 2012

NOTA DE ESCLARECIMENTO: NÃO SOU CANDIDATA EM 2012

Por Paula Vielmo

Em resposta ao grande número de pessoas que têm me abordado perguntando em relação a minha candidatura em 2012, e que se surpreendem ao saber que não sou candidata, segue o meu respeitoso esclarecimento:

Sou militante política acima de qualquer coisa. O sou desde meus 15 anos. Tenho 28.

Como militante estudantil durante muitos anos - e que considero a base da minha formação política -, tomei consciência e me engajei na luta ao tempo em que também aprendi a apoiar os movimentos sociais. Em seguida, por maturidade política e necessidade de abrigo ideológico, me filiei a um partido politico. Não qualquer partido, mas um partido que é opção e que eu considero como tal.

Em 2008, como desafio partidário de disputa para a construção local do PSOL que fora fundado em pouco mais de três meses, fui candidata a vereadora. A votação expressiva foi uma surpresa geral, inclusive para mim. Até hoje não sei onde exatamente estiveram localizados os 500 votos conscientes que tive. Agradeço e sinto-me honrada pela confiança de tantas pessoas sem qualquer troca de favores, como é tão costumeiro – infelizmente – nos processos eleitorais.

Depois da eleição, a luta continuou, e os ataques começaram. De alguma maneira, muita gente sacana tentou vestir em mim uma carapuça de oportunista que não me cabe e jamais me caberá. O tempo e, sobretudo, a minha prática militante demonstraram e demonstram isso.

Em 2012, eu seria candidata novamente ao legislativo municipal, mas não o sou. A pergunta que não quer calar é: POR QUÊ?

A resposta é simples: tenho motivos políticos suficientemente relevantes para isso. Não foi uma decisão prematura, precipitada, imatura e inconsequente. Foi uma decisão coerente, pois para mim, princípios são inegociáveis.

Tenho encontrado muitas pessoas que se surpreendem com a informação de que não sou candidata, e eu fico muito alegre com a confiança e com a expressão dessa confiança através de palavras e gestos espontâneos e sinceros. Infelizmente em 2012 não foi possível.

Todavia, temos eleições municipais a cada quatro anos e pode ser que em 2016 a conjuntura mude. Caso não mude, a minha opção pela luta política não se abaterá por um processo eleitoral, como não se limita a isso, pois essa não é a razão da luta que escolhi e que construo cotidianamente.

A todas e todos, uma única certeza: A LUTA CONTINUA!