domingo, 17 de março de 2013

Comentário no face sobre o novo chefe da Igreja Católica


Por Victor Sena

Não deve existir no mundo um povo mais displicente com sua própria história do que o povo brasileiro. Na edição do Jornal Hoje desta quarta-feira, (14), na rede Globo de Televisão, fiquei estupefato ao ver uma matéria que dissertava sobre “Como os Jesuítas ajudaram o Brasil”. 

A matéria, claro, é fruto da escolha de um novo papa (escrito em minúsculo de propósito). Um papa argentino e jesuíta. Só me questiono se o acéfalo que produziu a fatídica matéria leu algum livro de história na vida. Pois bem, aprofundemos um pouco na história.

550 mil índios. Era só o que havia na, até então, Ilha Brasil, antes dos portugueses chegarem, com uma carrada de degredados e algumas dúzias de prostitutas. Mas, em 1549 uns tais seguidores de Jesus foram convocados para servir à Coroa na missão de humanizar índios; seres preguiçosos e sem almas. A humanização seria conseguida através da catequização e a imposição do trabalho escravo, é claro.

Assim que chegaram, os jesuítas se espalharam pelo território nacional e amontoaram grupinhos de índios para catequização/escravidão. A Companhia de Jesus criou inúmeras vilas, que segundo o Darcy Ribeiro, maior antropólogo brasileiro, só serviram de demarcação de terra para verdadeiros abatedouros – palavra minha, não do professor Darcy Ribeiro – de índios. 

Vejam que quero chamar atenção não à estada dos primeiros jesuítas no Brasil, mas, sim, como nossa história é tratada.

Até hoje livros de história tratam o descobrimento do Brasil como um acidente de percurso, chamam a América do Sul de Ilha, à qual primeiro deram o nome de terra da Santa Cruz, e assim formamos uma nação de analfabetos funcionais, que são mantidos assim pela voracidade da mídia consumerista e pelas péssimas políticas públicas oferecidas pelos canalhas que governam a nação.

Se curvar diante de um novo papa, que se faz santo em alguns minutos de eleição, é totalmente aceitável. Já que não ligamos para o fato de a Igreja ter sido fiel primeiro à Colônia, depois à monarquia (ao passo que era contra a abolição da escravatura), depois à ditadura em nossas terras, por que ligaríamos para os 14 séculos de trevas que assolou o mundo? Por que questionaríamos o fato de ter sido escolhido papa um cara que colaborou com a ditadura argentina? Um cara acusado de delatar padres e civis contra a ditadura e de raptar crianças, diga-se de passagem.

Como diria o general De Gaulle, “o Brasil não é um país sério”, pessoas chegam à faculdade sem saber ler e interpretar, o país é o líder mundial no ranking de homicídios – pois é, morre mais gente no Brasil do que no Afeganistão -, e a ideia que nos é vendida é de que tudo está no caminho certo.

Senhores, peço encarecidamente que eduquem seus filhos com bons livros. A maioria das pessoas deste país só consegue pegar um ônibus se ele passar devagar, se passar muito rápido não consegue ler a linha. Somos uma nação de analfabetos funcionais, que desprezamos nossa história e por isso vivemos num futuro merda petista.

terça-feira, 5 de março de 2013

1ª Marcha Barreirense Feminista



Por Marcha Barreirense Feminista

O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, tem como origem as manifestações das mulheres russas por melhores condições de vida e trabalho, marcando o  início da Revolução de 1917. Entretanto, apenas em 1977, a ONU instituiu a data como Dia Internacional da Mulher, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.

O Dia Internacional da Mulher é um dia de luta. É um dia de mobilização, de manifestações públicas, de debates e de reflexão pela igualdade de gênero e por melhoria das condições de vida para as mulheres. 

No mundo inteiro as mulheres vão às ruas para comemorar as conquistas, protestar contra a violação de direitos, gritar pelo fim da violência doméstica e sexual e reivindicar políticas públicas para a igualdade entre mulheres e homens.

Em Barreiras não será diferente! Acontecerá neste ano a MARCHA BARREIRENSE FEMINISTA, a realizar-se no próximo Dia 8 de março, a partir das 17:00, em frente à Câmara Municipal, com destino à Praça Castro Alves. O objetivo é desvelar a situação das mulheres em Barreiras, bem como mostrar as conquistas históricas do Movimento Feminista e as atuais bandeiras de luta.

O evento é organizado pela MBF – Marcha Barreirense Feminista (https://www.facebook.com/MBFeminista), grupo constituído em setembro de 2012 que congrega mulheres e homens de Barreiras no combate ao machismo e violência de gênero que traz como lema o pensamento de Rosa Luxemburgo "Quem não se movimenta não sente as correntes que a/o prendem".

Todas as pessoas que não concordam com as desigualdades estão convidadas a juntarem-se no dia 8 de março, levando seu cartaz, faixa, reivindicação, criatividade, panelas, latas e colheres para batuque! Preferencialmente use lilás, que é a cor do feminismo e VENHA MARCHAR CONOSCO!




segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Intervenção feminista no Bloco Netos de Momo

Por Paula Vielmo

Domingo de carnaval e para quem lamentava o fato de não acontecer tal festa em Barreiras, eu me diverti muito, sobretudo pela intervenção feminista que fizemos!


Inicialmente, é preciso dizer que concordo com a  decisão de não realizar "gastos públicos" com a promoção do carnaval de cordas na avenida principal. Essa atitude do atual prefeito foi acertada, mas sabemos que não vai durar, pois a motivação não é com a democratização dos espaços de diversão do povo, mas com a promoção de espaços de "pão e circo", continuando a política do "mais do mesmo". Em 2014 isso ficará EXPLÍCITO!

O carnaval segregador, onde visivelmente estão dentro das cordas, determinado segmento que busca alimentar uma cultura de massa que em nada agrega à luta por transformação social, foi substituído pelo fortalecimento do "carnaval cultural" nas ruas do centro histórico de Barreiras.

É preciso registrar o caráter "burguês" de tal atividade, congregando um segmento privilegiado que certamente estaria dentro das cordas dos blocos e também busca se divertir de outras formas, mas geralmente sem muita criticidade sobre tais diversões.

Apesar desse caráter anunciado, é um espaço muito agradável e divertido, pois resgata a cultura do carnaval de rua, sem cordas, com banda e marchinhas. A diversão é garantida com a presença das fantasias criativas. Nesse meio, eis que realizamos em meio à diversão, uma intervenção política-feminista.


Longe de ser apenas diversão, o quarteto constituído por Mirella, Rose, Ítalo e eu nos caracterizamos de "mulher indígena", "mulher negra", "homem feminista" e "mulher trabalhadora" respectivamente e fomos às ruas no Bloco Netos de Momo.

Essa "fantasia" surgiu de mentes criativas durante encontro, no Bar do Vierinha, que denominamos carinhosamente de "reunião-reggae". Lá, decidimos o que fazer e no dia seguinte, o que escrever. Sim, nós decidimos coletivamente cada linha que estava em cada um dos cartazes. Nós somos um grupo, e consideramos isso fundamental para a construção coletiva e unitária.

As pautas inscritas nos cartazes chamaram a atenção das pessoas, que liam, apoiavam e demonstravam que a luta feminista é, realmente, algo que "mexe" com a população barreirense, e sobretudo com as mulheres. Os apoios nos disseram isso claramente e é preciso fazer a leitura e encaminhar novas ações.

A presença do patriarcado está inscrita na vida de todas as mulheres, das mais variadas idades, cores e orientações sexuais, e bem menos percebida pelos homens. Pouquíssimos homens apoiaram e conseguiram entender que o que queremos não é "dominar", mas "igualdade"; que é inaceitável vivermos em condições de submissão, desigualdade e injustiça pelo fato de sermos de um gênero determinado como inferior pelo sistema capitalista.

Não é algo simples, mas é uma tarefa que temos assumido com compromisso, pois é uma realidade, com diversas nuances, que procuramos retratar na diversidade de mulheres e homens presentes na intervenção. Enfim, esse carnaval teve um sentido especial porque não foi apenas festa, foi também política!

POR UM FEMINISMO CLASSISTA, NEGRO E INDÍGENA!!!
CONTRA O PATRIARCADO, FEMINISMO ORGANIZADO!




MULHER TRABALHADORA
Salários 28% menores que homens na mesma função;
18,3 horas de trabalho doméstico contra 4,3 dos homens. Por divisão de tarefas domésticas JÁ;
Ocupam menos cargos de chefia

MULHER NEGRA
Salários IGUAIS, independente da cor!
Garantia de creche para o filho da MULHER NEGRA JÁ!
Pelo fim da discriminação racial no trabalho!
Políticas Públicas para a saúde, segurança e assistência social da mulher negra JÁ!
Não sou objeto, nem ESCRAVA, sou mulher!

MULHER INDÍGENA
"minha vó era índia, foi caçada a lanço"
A miscigenação racial brasileira foi um sequestro, estupro e aviltamento dos corpos das mulheres índias
Basta de estupro e venda de meninas e mulheres indígenas;
Devolução das terras indígenas JÁ!
Não sou coisa, nem bicho, muito menos objeto, sou gente, sou mulher, sou índia!

SER FEMINISTA NÃO ME TORNA MENOS HOMEM
Legalização do aborto JÁ!!!
Defendemos igualdade de direitos!
Autonomia às mulheres sobre a concepção, gestação e contracepção, com pleno atendimento estatal.
Por uma sociedade mais JUSTA e IGUALITÁRIA.
Não permita que a mão que te acompanha seja a mão que te violente


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Gramsci, VIVE!

Por Paula Vielmo

Hoje, 22 de janeiro de 2012, celebramos 122 anos do nascimento do comunista italiano Antonio Gramsci. 

Este jovem revolucionário de seu tempo, fonte de inspiração revolucionária no nosso tempo, foi preso aos 35 anos e passou o fim de sua curta vida encarcerado. O fascismo italiano queria prender suas ideias, mas esqueceram-se que "IDEIAS SÃO À PROVA DE BALA", e as suas certamente são provas disso.

Esse grande "intelectual orgânico" da classe trabalhadora ou "grupos subalternos", para utilizar expressões dele, tornou-se referência por seus escritos no cárcere. Antonio Gramsci ainda hoje é pouco conhecido/ entendido, inclusive recentemente tive contato direto com seus escritos: foi amor de imediato!

Abaixo, um texto dele que ADORO! 

OS INDIFERENTES - Antonio Gramsci

11 de fevereiro de 1917

Odeio os indiferentes. Como Friederich Hebbel acredito que "viver significa tomar partido". Não podem existir os apenas homens, estranhos à cidade. Quem verdadeiramente vive não pode deixar de ser cidadão, e partidário. Indiferença é abulia, parasitismo, covardia, não é vida. Por isso odeio os indiferentes.
A indiferença é o peso morto da história. É a bala de chumbo para o inovador, é a matéria inerte em que se afogam freqüentemente os entusiasmos mais esplendorosos, é o fosso que circunda a velha cidade e a defende melhor do que as mais sólidas muralhas, melhor do que o peito dos seus guerreiros, porque engole nos seus sorvedouros de lama os assaltantes, os dizima e desencoraja e às vezes, os leva a desistir de gesta heróica.
A indiferença atua poderosamente na história. Atua passivamente, mas atua. É a fatalidade; e aquilo com que não se pode contar; é aquilo que confunde os programas, que destrói os planos mesmo os mais bem construídos; é a matéria bruta que se revolta contra a inteligência e a sufoca. O que acontece, o mal que se abate sobre todos, o possível bem que um ato heróico (de valor universal) pode gerar, não se fica a dever tanto à iniciativa dos poucos que atuam quanto à indiferença, ao absentismo dos outros que são muitos. O que acontece, não acontece tanto porque alguns querem que aconteça quanto porque a massa dos homens abdica da sua vontade, deixa fazer, deixa enrolar os nós que, depois, só a espada pode desfazer, deixa promulgar leis que depois só a revolta fará anular, deixa subir ao poder homens que, depois, só uma sublevação poderá derrubar. A fatalidade, que parece dominar a história, não é mais do que a aparência ilusória desta indiferença, deste absentismo. Há fatos que amadurecem na sombra, porque poucas mãos, sem qualquer controle a vigiá-las, tecem a teia da vida coletiva, e a massa não sabe, porque não se preocupa com isso. Os destinos de uma época são manipulados de acordo com visões limitadas e com fins imediatos, de acordo com ambições e paixões pessoais de pequenos grupos ativos, e a massa dos homens não se preocupa com isso. Mas os fatos que amadureceram vêm à superfície; o tecido feito na sombra chega ao seu fim, e então parece ser a fatalidade a arrastar tudo e todos, parece que a história não é mais do que um gigantesco fenômeno natural, uma erupção, um terremoto, de que são todos vítimas, o que quis e o que não quis, quem sabia e quem não sabia, quem se mostrou ativo e quem foi indiferente. Estes então zangam-se, queriam eximir-se às conseqüências, quereriam que se visse que não deram o seu aval, que não são responsáveis. Alguns choramingam piedosamente, outros blasfemam obscenamente, mas nenhum ou poucos põem esta questão: se eu tivesse também cumprido o meu dever, se tivesse procurado fazer valer a minha vontade, o meu parecer, teria sucedido o que sucedeu? Mas nenhum ou poucos atribuem à sua indiferença, ao seu cepticismo, ao fato de não ter dado o seu braço e a sua atividade àqueles grupos de cidadãos que, precisamente para evitarem esse mal combatiam (com o propósito) de procurar o tal bem (que) pretendiam.
A maior parte deles, porém, perante fatos consumados prefere falar de insucessos ideais, de programas definitivamente desmoronados e de outras brincadeiras semelhantes. Recomeçam assim a falta de qualquer responsabilidade. E não por não verem claramente as coisas, e, por vezes, não serem capazes de perspectivar excelentes soluções para os problemas mais urgentes, ou para aqueles que, embora requerendo uma ampla preparação e tempo, são todavia igualmente urgentes. Mas essas soluções são belissimamente infecundas; mas esse contributo para a vida coletiva não é animado por qualquer luz moral; é produto da curiosidade intelectual, não do pungente sentido de uma responsabilidade histórica que quer que todos sejam ativos na vida, que não admite agnosticismo e indiferenças de nenhum gênero.
Odeio os indiferentes também, porque me provocam tédio as suas lamúrias de eternos inocentes. Peço contas a todos eles pela maneira como cumpriram a tarefa que a vida lhes impôs e impõe quotidianamente, do que fizeram e sobretudo do que não fizeram. E sinto que posso ser inexorável, que não devo desperdiçar a minha compaixão, que não posso repartir com eles as minhas lágrimas. Sou militante, estou vivo, sinto nas consciências viris dos que estão comigo pulsar a atividade da cidade futura que estamos a construir. Nessa cidade, a cadeia social não pesará sobre um número reduzido, qualquer coisa que aconteça nela não será devido ao acaso, à fatalidade, mas sim à inteligência dos cidadãos. Ninguém estará à janela a olhar enquanto um pequeno grupo se sacrifica, se imola no sacrifício. E não haverá quem esteja à janela emboscado, e que pretenda usufruir do pouco bem que a atividade de um pequeno grupo tenta realizar e afogue a sua desilusão vituperando o sacrificado, porque não conseguiu o seu intento.
Vivo, sou militante. Por isso odeio quem não toma partido, odeio os indiferentes.


GRAMSCI, PRESENTE!

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Pensamentos sobre um blog desatualizado

Por Paula Vielmo

Desligo o computador para ir dormir. Preciso acordar 7:00, mas os pensamentos não desligam. Dentre tantas coisas que se passam, lembro que o blog está hiper desatualizado. 2:28 da manhã e eu ligo novamente o computador. Que dane-se o sono, eu vou escrever!

Eu sei, como boa blogueira que sou, da necessidade de "alimentar" o blog para que ele seja atualizado, garanta visitas e leitores/as. Todavia, faz um tempo que minha fase de escrita "fértil" passou por uma baixa. É algo perceptível, e peço desculpas.

Isso se deu por motivos que ainda não identifiquei concretamente, mas tenho algumas hipóteses. Raramente escrevo de modo tão pessoal. Não é meu estilo, ou não era, sei lá, estou em fase de "transição", mas escrever continua sendo uma ótima válvula de escape, ainda mais quando encontramos pessoas que se identificam com a escrita. E esse texto, aviso logo: é meio diferente.

Infelizmente, meus textos indignados estão reduzidos. Desde a minha mudança de trabalho, fiquei um pouco "por fora" do que acontece, e depois do período eleitoral, mas mesmo antes, entrei em "processo" de intensa reflexão. A militância política é a minha vida! Eu escolhi isso há 13 anos atrás e não me arrependo. Todavia, as coisas mudam, as pessoas mudam, e que bom que isso acontece ou a luta não teria sentido!

Isso quer dizer que eu saí da luta? Que a minha indignação reduziu, junto com os textos? De modo algum! Da luta não me retiro, só saio sem vida. E ainda estou respirando, ainda acredito e pulso de revolta, direcionada. Porém, tanto tempo de militância e uma vasta trajetória provocam alguns questionamentos. Algumas pessoas usam essa "fase" para desistir. Não é o meu caso. Eu utilizo para pensar como avançar, coletivamente.

E esses pensamentos têm, juntamente com outras demandas que se acumulam, provocado uma parada brusca na escrita. Eu preciso estar inspirada para escrever. E não pode ser uma inspiração qualquer, ela requer uma indignação latente, uma perturbação realmente provocadora. Ou isso, ou saíra um texto medíocre!

Dito tudo isso, como boa blogueira, também sei que os textos não devem ser muito longos, então vou parar por aqui. Isso é uma justificativa socializada, pois compartilho MUITOS pensamentos com as/os leitoras/es e devo isso a vocês! Informo que tenho diversos assuntos em pauta e vou me organizar para voltar à ativa! 


ATÉ BREVE!


sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Oh! Cadê o fim do mundo?

Por
 
 
     
          Se é esse o fim do mundo em Salvador agente tira de letra!

Gente, o que é que houve? Acordei com a voz de Cybele me dizendo que estava fazendo um lindo dia de sol em Salvador. Aí me lembrei de que era dia de fim do mundo e pulei logo da cama pra não ficar por fora. Liguei correndo a Sky e acessei tudo quando é canal de notícias, mas nada de calamidades e nenhum estava fora do ar! Apelei até pra CNN, a BBC, a RAI, e nada! Aí o jeito foi acessar a internet. O computador demorou pra pegar, e eu pensei: será que é isso o fim do mundo? Que ouve um apagão na internet no mundo todo?
Mas qual nada, logo entrou o Google e eu procurei em todo lugar pra ver se achava o início da desgraceira...e nada. Pô, mas nem mesmo uma tsunamizinha. O porteiro telefonou Logo depois dizendo que tinha chegado a minha assinatura do jornal A Tarde. Mas, qual, este estava anunciando tudo... menos o tal fim do mundo.
                                          Antigamente é que tinha fim do mundo bacana!
E aparecia tudo quando é físico, astrônomo e antropólogo pra sentar o pau nas “crendices” e difundir o crédito cego na ciência. Vocês sabem como são pedantes esses cientistas acreditando que nada existiria fora dela! Poxa, não escureceu o céu e, até agora, nem uma chuva bateu! Nem umas ondas mais altas pro pessoal pegar um surf. Nem um incendiozinho. Neste item só o governo da Bahia é que faturou criando um imposto de incêndios.
Senti um misto de alegria e decepção. Tudo bem pra mim que não iria haver fim do mundo. Poderia acompanhar os reforços do Vitória, desfrutar da promoção dobrada da Cheiro de Pizza na noite de hoje. A decepção correu por conta da noitada que fim essa semana com a família. É que convidei o povo pra “saideira do fim do mundo” na Companhia da Pizza, com direito a ouvir cinco bandas covers dos Beatles e tudo. Poxa eu tinha direito, se o mundo ia acabar mesmo tinha que recordar a minha juventude.  
                                                  Quem ganhou com isso foi Hollywood!
Mas, cadê as teorias apocalípticas? Não ia haver um estranho alinhamento entre planetas? A inversão na rotação da terra não iria causar mudanças bruscas no sistema climático? Onde está o ataque de asteroides ou o planeta que se chocaria contra a Terra? Só aí que me lembrei de ler alguma coisa sobre a previsão percebendo que essa conversa de fim do mundo não começou com os maias.
Basta ler o Apocalipse, o último livro de Velho testamento, e está lá o escambau com previsões sobre o planeta que nem o pior filme de Hollywood se arriscaria. J. Cristo foi outro profeta, na medida em que seu Sermão da Montanha, entre outras coisas, diz que “quando o evangelho for pregado em toda a Terra, é então que se chegará ao fim”. Até o velho Allan Kardec (quem diria hein?) insinua o fim do mundo no Livro dos Espíritos pois prevê uma época onde os espíritos rebeldes e violentos serão expulsos do mundo.   
                                                   Nesse profeta baiano eu acredito!
Acho que alguém fez a maior salada entre o que os maias e os cristãos disseram. Aliás, os primeiros eram povos com avançado conhecimento de astronomia e de precisão em seus calendários. Um deles, o de longa duração, foi previsto parar durar extensos ciclos de 5.125 anos. E é com base nele que surgiu toda essa confusão.  
Tem gente que quer agora jogar a culpa nos maias porque não houve o fim do mundo. Outros porém dizem que houve um “erro de interpretação”, que aqueles povos cultos não disseram bem isso. Que o “alinhamento planetário” está acontecendo e durará entre hoje e domingo quando a Lua, a Terra e o Sol estarão alinhados com Alcyone, a estrela maior, centro da nossa galáxia, a Via Láctea.
Mas se os maias não proclamaram o fim do mundo mas sim a mudança de era, se os cristãos o imaginaram mas com o Novo Testamento amenizaram seu discurso, mais na linha do “arrependei-vos irmãos” do que acentuando as desgraças que poderia ocorrer, quem é que ganha com este fim do mundo?
Se pensarmos no filme 2012 – o dia do juízo final, nos inúmeros best sellers sobre o assunto, nas incontáveis horas de TV e páginas de jornal gastas para tratar disso, veremos que o fim do mundo já houve e foi uma jogada de marketing. Para os capitalistas e todo mundo que explorou o assunto pouco interessa se o fim do mundo vai acontecer pois ninguém tira o dinheiro que já ganharam de seu bolso.
                                  Mas cuidado que faltam algumas horas pra terminar o dia!
Há quem diga que 2012 foi o fim do mundo para a política brasileira. Foi o fim da picada para o PT o julgamento do Mensalão. Foi o ano do fim do entendimento entre Supremo Tribunal Federal e Congresso Nacional por causa da prisão de três deputados chinfrins. Foi o fim de uma política econômica que vem infelicitando o pois durante os governos do PSDB e PT que acha que a população pode se endividar eternamente.
Mas vamos voltar ao tal fim do mundo físico. Embora haja algumas horas ainda pro dia terminar (bato na madeira, cruz credo!) parece mesmo que, como tudo no Brasil, o tal fim do mundo acabou em pizza! Foi uma desmoralização total para os astrólogos. Do jeito que a coisa vai não vou me livrar tão cedo deste vale de lágrimas. Imaginem que um cientista norte-americano está dizendo na internet, com voz de autoridade, que o mundo vai acabar...mas só daqui a cinco bilhões de anos. 
 

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Algumas considerações sobre a diplomação de vereadores, prefeito e vice de Barreiras

Por Paula Vielmo


No dia 12 de dezembro de 2012, praticamente sem publicidade, aconteceu a solenidade de diplomação dos 19 vereadores, suplentes, prefeito e vice-prefeito de Barreiras, que iniciarão as atividades legislativas e executivas a partir de 01 de janeiro de 2013.

A "festa democrática", como amplamente chamada, não foi divulgada, provavelmente para que fosse "quase" o que foi: um espaço reservado à parentes, assessores, eleitores e dezenas de pessoas interessadas em conseguir empregos.

O "quase" fica por conta de alguns cartazes simbólicos e representativos, que algumas cidadãs e cidadãos empunharam na data da solenidade de diplomação. Isso sim, foi uma "festa democrática": a coragem de contrapor-se ao status quo daquele espaço.


As frases

Ao contrário do que possam pensar, as frases dos cartazes eram de alerta e indagação:

NOVOS VEREADORES, VELHAS PRÁTICAS? (!)
RENOVAÇÃO OU CONTINUAÇÃO? O TEMPO DIRÁ!
QUEREMOS UMA CÂMARA ATUANTE EM PROL DO POVO: DIPLOMA + AÇÃO
CHEGA DE TÍTULOS DE CIDADÃO BARREIRENSE


As manifestações da "platéia"

Concordo com Lima Barreto ao afirmar que o Brasil não tem povo, tem platéia. Nesse sentido, em Barreiras a platéia lotou o plenário da Câmara, fato muito raro no cotidiano das sessões. A quantidade de pessoas dificultou a ação, mas não impediu. 

O posicionamento logo na entrada, fez com que as pessoas que estavam fotografando, filmando ou "prestigiando" seus vereadores gritassem para os cartazes serem abaixados, incluindo xingamentos e ameaças. A platéia próxima estava com ânimos acirrados. Já as pessoas sentadas, faziam esforços para ler o que continha nos cartazes.

Porém, um senhor cedeu seu lugar bem próximo a parede e isso acalmou a platéia. Em seguida, enquanto havia revezamento dos cartazes escritos, esse mesmo senhor, que antes reclamava, tomou rapidamente um cartaz e levantou-o! Foi uma cena linda de se ver. Por segundos, aquele senhor (idoso), foi um manifestante e tornou-se povo: não mais passivo.

As colagens

Logo que o juiz eleitoral iniciou o discurso de finalização da solenidade, saímos em direção à parte externa, e afixamos os cartazes nas grades da Câmara. Algumas pessoas fizeram perguntas e outras paravam para ler. Os cartazes ficaram lá por um período, mas depois sumiram...

Também afixamos outros cartazes menores, impressos, na parede da Câmara, sinalizando frases na mesma linha das demais. Um dia depois, surpreendentemente, tais cartazes ainda estavam na parede!


Apesar da presença de policiais e guardas municipais, não houve qualquer repressão. Que bom! Afinal, liberdade de expressão é algo desrespeitado nesta "terra sem lei".


É relevante lembrar, mais uma vez, que não existe por minha parte, qualquer expectativa positiva em relação aos "novos" mandatos. Para mim, não passam de "mais do mesmo" e isso é resultado de análise de conjuntura, nada além disso. Mas, o tempo dirá!





 UMA CERTEZA: A LUTA CONTINUA!


quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Consciência Negra Quilombola



Por Shirley Pimentel de Souza¹
(texto e fotos)


Nos dias 17 e 18 de novembro, pelo nono ano consecutivo, os quilombos do Território Velho Chico no estado da Bahia realizam a comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra reunindo-se em uma das comunidades para celebrar suas conquistas e renovar as forças para as lutas que são constantes. Este ano quem sediou a festa foi o quilombo Barra do Parateca, situado no município de Carinhanha, dando show em organização, união e receptividade. O evento contou com a participação de lideranças quilombolas da região e do estado, bem como lideranças políticas que contribuem com a luta dos quilombos como o deputado federal Luiz Alberto e o vice-prefeito de Serra do Ramalho Bartolomeu Guedes, além da prefeita de Carinhanha e de alguns vereadores das comunidades de todo o território. Neste ano de 2012 o evento contou ainda com integração das atividades da IV Semana da Consciência Negra da UNEB/DCHT campus XVII que realizou durante a semana várias mesas-redondas, comunicações e apresentações artísticas com foco nas relações étnico-raciais, bem como resultados de pesquisas realizadas nos quilombos da região pelo Grupo de Pesquisa Cultura, Sociedade e Linguagem do campus VI da UNEB/Caetité que compôs a organização do evento. No dia 16 foi realizada ainda a inauguração da Casa da Memória do quilombo Araçá/Cariacá que tem como objetivo dar acesso ao público a elementos que marcam e contam a história da comunidade como objetos antigos, fotos, estudos realizados, instrumentos de trabalho cotidiano, entre outros.

Todas estas atividades foram de fundamental importância para fortalecer o evento que a cada ano recebe novos visitantes, agrega atividades, mas sem perder de vista que o espaço de destaque é para as trocas de experiências das luta das comunidades quilombolas e para as suas manifestações artístico-culturais que abrilhantaram os dois dias do evento no quilombo. O samba da umbigada do quilombo Rio das Rãs, a Folia de Reis dos quilombos Lagoa das Piranhas e Jatobá, a Banda Bico do quilombo Parateca/Paud’arco, o Maculelê e a Capoeira dos quilombos da Barra do Parateca e Araçá/Cariacá, sambas, coreografias, músicas e poesias de várias comunidades, bem como representações religiosas como a realizada pelo terreiro de Umbanda Cosme e Damião, foram algumas das expressões de destaque na festa. Estas manifestações evidenciam em seus formatos, estética, rituais e composições a relação direta com a ancestralidade africana, sendo ainda um instrumento de transmissão dos valores, da tradição, da história e da cultura das comunidades.

As falas das lideranças quilombolas no “20 de novembro” dos quilombos, como é conhecida a festa na região, chamou a atenção para a urgência de uma política de reparação social mais eficiente para estes grupos étnicos que sofreram e vem sofrendo a negligência do Estado brasileiro no que se refere à população negra e quilombola, a exemplo do quilombo Rio dos Macacos sobre o qual o pesquisador Clíssio apresentou a situação atual de conflito com a Marinha do Brasil.

 A alegria dos/as quilombolas ficou evidente em todos os momentos, pois se trata da alegria com compromisso político de quem sabe seus direitos e luta por eles, mas que não perde o encantamento pela vida, não perde a sua memória social e suas tradições.



¹ militante do Movimento Negro Quilombola, pedagoga do IFBA/ Campus de Barreiras e mestranda em Educação pela UFBA

domingo, 18 de novembro de 2012

Racismo: considerações relevantes


PALESTRA PROFERIDA SOBRE RACISMO, NO DIA 15/11/2012 DURANTE A SEMANA DA CONSCIÊNCIA NEGRA (CORRENTINA-BA)

Por Paulo Oisiovici¹


O QUE É RACISMO?
É uma ideologia baseada na crença da superioridade de uma cultura ou de um grupo étnico sobre outro, justificando atitudes individuais e/ou coletivas, veladas ou explícitas, de preconceito, discriminação, intolerância, ridicularização, inferiorização, omissão, rejeição e silêncio, de indivíduos ou grupos de uma etnia em relação a outros de etnias diferentes, e até mesmo do Estado por meio de suas instituições em relação a um determinado grupo étnico. 

A IMPROCEDÊNCIA CIENTÍFICA DO USO DO TERMO “RAÇA” PARA DESIGNAR GRUPOS HUMANOS COM DIFERENÇAS EM RELAÇÃO AOS DEMAIS
A espécie humana surgiu na África há cerca de 6 milhões de anos. Com as mudanças climáticas e o aumento populacional, grupos humanos se deslocaram pelo planeta povoando outros territórios, sofrendo alterações genéticas em função das diferentes condições impostas pelos diversos ambientes, não tão significativas a ponto de originarem diferentes raças, como no caso de outras espécies animais. O termo “raça” é usado para designar grupos com diferenças grandes em relação aos demais indivíduos de uma mesma espécie.

AS ORIGENS DO RACISMO
Com o surgimento, desenvolvimento da agricultura e da consequente produção de excedentes, surgem a divisão social do trabalho, a propriedade privada, as classes sociais e o Estado. Algumas civilizações atingiram diferentes graus de desenvolvimento material e técnico, o que, nas disputas por territórios e recursos naturais, lhes permitiu dominar, explorar e escravizar outras, impondo-lhes sua cultura.

Até o século VIII da nossa era, os povos árabes (muçulmanos) que foram os primeiros a comercializar com os povos africanos, estabeleceram com eles uma relação de igualdade enquanto o comércio se dava baseado na troca. A partir do século XV, as nações europeias possuidoras de armas de fogo, com um Estado centralizado e de uma burguesia rica e desejosa de expandir seu comércio, desenvolveram embarcações capazes de viagens intercontinentais que lhes permitiram chegar a África, Ásia , América e Oceania e travar contato com povos e culturas diferentes. Na África, os europeus comercializavam com os chefes tribais trocando produtos como armas e fumo , por membros de outras tribos, escravos de guerra. O tráfico de escravos negros africanos tornou-se o negócio mais lucrativo do mundo com mercado criado pela demanda de mão-de-obra nas lavouras de cana-de-açúcar, café e no extrativismo mineral nas colônias. 

Para justificar aos católicos horrorizados, o tráfico de escravos e as condições subumanas a que os negros africanos eram submetidos durante as viagens, no trabalho nas colônias e nas feiras, o papa Nicolau V editou a bula ROMANUS PONTIFLEX: 

“isso nós, tudo pensando com devida ponderação, por outras cartas nossas concedemos ao dito rei Afonso a plena e livre faculdade, dentre outras, de invadir, conquistar e subjugar quaisquer sarracenos e pagãos, inimigos de Cristo, suas terras e bens, a todos reduzir à servidão e tudo aplicar em utilidade própria e dos seus descendentes”. 

Essa permissão toda fundamentada na narrativa bíblica, segundo a qual os povos pagãos (entre esses os africanos) são descendentes de Cã, filho de Noé, que por ter visto a nudez do pai teve todos os seus descendentes condenados à escravidão por outros povos. Em troca dessa justificação através da bula papal ROMANUS PONTIFLEX, a Igreja Católica passou a receber 1/3 de todos os lucros obtidos do tráfico de escravos negros africanos. Estima-se que durante a colonização portuguesa desembarcaram no Brasil cerca de 6 a 8 milhões de negros africanos. 

Após a abolição, jogado à própria sorte, sem condição de acesso à propriedade da terra, sem direito à escolarização, sem o amparo de nenhuma legislação ou política pública que lhe garantisse a inclusão no processo produtivo; o negro foi, e é até hoje, obrigado a disputar sua sobrevivência material e cultural, numa sociedade em que os critérios de seleção profissional, cultural, político e étnico garantem sua condição de mais oprimido, explorado e subalternizado.

“os problemas de raça e classe se imbricam nesse processo de competição do Negro pois o interesse das classes dominantes é vê-lo marginalizado para baixar os salários dos trabalhadores no seu conjunto” (Moura, Clóvis. Dialética Racial do Brasil Negro . São Paulo: Editora Anita, 2004, pág. 200)

Sendo a democracia, o acesso de todos a toda a produção material e cultural sociedade, a propalada “democracia racial” brasileira se constitui num mito. O fato dos negros constituírem a maioria da população, torna isso mais flagrante e grave.

De acordo com os dados do Censo do IBGE de 2010, os negros são 96,7 milhões de brasileiros, o que equivale a 50,7% da população. Ainda segundo o mesmo censo, brancos ganham o dobro que negros. Essa realidade ainda é mais acentuada na região Sudeste, onde os rendimentos recebidos pelos brancos correspondem ao dobro dos pagos aos negros. A menor diferença é observada na região Sul, onde a população branca ganha 70% mais que a negra. Enquanto para toda a população a taxa de analfabetismo é de 9,6% para os brancos essa taxa cai para 5,9%. Já entre pardos e negros a taxa sobe para 13% e 14,4%, respectivamente. O censo de 2010 mostra que os brancos também dominam o ensino superior no país. Na faixa etária entre 15 e 24 anos, 31,1% da população branca frequentava a universidade. Em relação aos pardos e negros são de 13,4% e 12,8%respectivamente. Isso demonstra que mesmo com a adoção e implementação de ações afirmativas que compõem as políticas públicas adotadas pelo governo federal nos últimos 10 anos, o país ainda está muito longe de constituir-se numa efetiva democracia racial, pois o problema é estrutural e demanda uma ruptura com o sistema econômico. 

O RACISMO É CRIME!
O racismo é tipificado pela Constituição Federal como crime inafiançável e imprescritível. Qualquer vítima de racismo pode e deve procurar uma delegacia de polícia para a formulação e registro de queixa contra o autor.

A Lei nº 7.716 de 5 de janeiro de 1989 que define os crimes resultantes de preconceito de raça ou de cor, regulamentando o que dispões a Constituição Federal:

Art. 1º - Serão punidos na forma desta Lei os crimes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

Art. 3º - Impedir ou obstar acesso de alguém devidamente habilitado a qualquer cargo da Administração Direta ou Indireta bem como das concessionárias de serviços públicos. Pena: reclusão de 2 a 5 anos.

Art. 20 – Praticar, induzir ou incitar a discriminação ou o preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Pena: reclusão de 1 a 3 anos e multa.

§ 1º - Fabricar, comercializar, distribuir ou veicular símbolos, emblemas, ornamentos, distintivos ou propaganda que utilizem a cruz suástica ou gamada, para fins de divulgação do nazismo. Pena: reclusão de 2 a 5 anos e multa.

A lei 11. 645/08 modifica a Lei 10.639/03, instituindo a obrigatoriedade do ensino dos conteúdos de História da África, cultura afro-brasileira e indígena para todos os estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos e privados do país. Os referidos conteúdos deverão ser ensinados em todas as disciplinas, principalmente nas de História, Língua Portuguesa e Artes.

¹ Professor de História e Filosofia da Rede Municipal e Estadual do município de Correntina-Bahia


AGRADEÇO A CONTRIBUIÇÃO DO CAMARADA PAULO, ENVIADA PARA POSTAGEM NESTE ESPAÇO.

8ª Semana da Consciência Negra de Barreiras - 20 a 25/11/2012


Acontece de 20 a 25 de novembro de 2012, a oitava edição da Semana da Consciência Negra de Barreiras. Esse ano, ela vem unificada, com organização fortalecida a partir da integração do IFBA/ Campus de Barreiras e de uma galera engajada ou "animada", como adotamos a partir de fala do Prof. Edson Carvalho (UNEB), propulsor da ideia em Barreiras.

Eu sou uma colaboradora e entusiasta desse evento desde o período em que estudava na UNEB e após ter saído. Agora retorno como membro organizador pelo IFBA. Conectando lutas necessárias...

As inscrições gratuitas podem ser realizadas até o dia 20/11 pelo site www.seconba.ufba.br

Quem não se inscrever pode e deve participar das mesas redondas, palestras e exposição no Centro Cultural, além dos tradicionais "Desfile de beleza negra e Feira de arte e cultura negra". As inscrições limitadas são para as oficinas. Entre no site e confira a programação!

Para combater o RACISMO, é preciso discutir! 


VENHA DEBATER CONOSCO! PARTICIPE!