terça-feira, 31 de março de 2009

Audiência adiada

Hoje, 16h00 era para ter acontecido a audiência dos processos que Luiz Holanda, Da Costa, Sobrinho e Beza, na época vereadores e membros da mesa diretora da Câmara, entraram contra alguns militantes estudantis do MEU - Movimento Estudantil Unificado, no ano de 2007 em virtude de algumas manifestações que fizemos. Estou entre as acusadas. As acusações: injúria!

A referida audiência não aconteceu porque o juiz do caso esteva na inauguração da comarca do e algumas pessoas e militantes sensibilizados com a situação, totalmente absurda de crimionalização dos movimentos reivindicatórios, no nosso caso, do Movimento Estudantil (ME).

A luta que travamos em 2007, extremamente árdua, buscava objetivos coletivos e justos: uma leia de MEIA PASSAGEM justa! Enquanto os/as estudantes reivindicam, em vários municípios do país PASSE LIVRE, nós aqui em Barreiras ainda reivindicávamos MEIA PASSAGEM.

Pois bem, sem saber lidar com as pressões extremamente politizadas e conscientes que foram realizadas, no auge do retrocesso político enquanto legisladores/as e representantes, entraram com 5 processos contra militantes do MEU. Um dos processos foi extinto por conta de uma pressão midiática que fizemos no período eleitoral.

Depois de contextualizado, é preciso externar a revolta e a indignação que a tarde de hoje me causou. Tanta que nem consigo expressar ao certo com palavras. É uma indignação que transborda diante do que isso significa, do absurdo que representa e do quão apática é a nossa população!

Nós temos muita clareza de que somos inocentes, muita convicção de que tudo que fizemos foi correto e legítimo, e somos obrigados/as a estar nessa situação. E por mais que chamemos os/as estudantes, eles/as não comparecem...

É tão frustrante! É tão absurdo a sensação de normalidade diante dessa criminalização das lutas. É natural, minha gente? Deve ser natural? NÃO!!!

Vamos até o fim, alegou Luiz Holanda. Nós também vamos, até porque QUEREMOS JUSTIÇA!

A luta, continua!
Força!!!


Na foto as "vítimas"

quinta-feira, 26 de março de 2009

Abaixo-assinado: não se restringe a isso!

Na postagem publicada em 15 de março, intitulada "Abaixo-Assinado: Contra a criminalização da luta estudantil!", houve um comentário anônimo com o seguinte texto:

"Claro que nossa indignação não pode se restringir a apenas um abaixo assinado. O MEU irá fazer algun ato de protesto contra esse absurdo?"

Em relação a isso, respondo:

Concordo com sua afirmação: "Claro que nossa indignação não pode se restringir a apenas um abaixo assinado". E não irá se restringir!

O abaixo-assinado é apenas um meio de pressão política e divulgação dessa perseguição e criminalização das lutas! Também, é umas das poucas maneiras de quem está distante, contribuir com a luta e combater a perseguição vivenciada por nós.

No dia 31 de março, temos audiência 16h00 e sem dúvidas, haverá manifestação!
Estaremos lá - em muitos ou poucos, expondo essa situação como algo que não deve, de modo algum, ser encarado como natural!

Assim que tiver mais detalhes sobre o ato, postarei. Caso não coloque a tempo, esteja no juizado às 15h30 para as manifestações.

A LUTA CONTINUA!

quarta-feira, 25 de março de 2009

Crise cortou 750 mil vagas de trabalho desde novembro, diz Dieese

23/03/2009 - 16h48 (Agência Estado)

A crise financeira internacional eliminou aproximadamente 750 mil empregos formais no país entre novembro do ano passado e fevereiro deste ano. Os dados foram divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), resultado de uma análise feita com base em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

De acordo com a análise, este volume de vagas representa uma queda de 2,3% do emprego formal no período. Para a entidade, a crise interrompeu um ciclo positivo no mercado de trabalho brasileiro. Segundo o Dieese, isso é um problema, pois muitos trabalhadores ainda têm uma relação precária de trabalho e o país ainda tem uma taxa de desemprego alta em comparação às registradas em outros países.

O setor mais atingido foi a agropecuária, com recuo de 7,9% das vagas em dezembro ante novembro do ano passado e de 8,6% no acumulado de novembro a fevereiro. Em seguida, ficou a indústria de transformação, que registrou perda de 3,6% dos postos com carteira assinada em dezembro ante novembro e de 5% no acumulado até fevereiro.

Análise

O coordenador de Estudos do Dieese, Ademir Figueiredo, ressaltou que dezembro é, tradicionalmente, um mês de aumento das demissões. "Independente deste momento de crise, dezembro é um mês de ajuste do emprego", afirmou.

Ele estimou que, sem o efeito da crise, o país teria perdido, de qualquer forma, 350 mil postos no último mês de 2008, e não os 655 mil apontados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do governo federal. "Neste momento, assegurar os processos de negociação de salários é fundamental para sairmos da crise."

domingo, 15 de março de 2009

Abaixo-Assinado: Contra a criminalização da luta estudantil!

Em 23 de fevereiro de 2007, foi protocolado na Câmara Municipal de Barreiras, o Projeto de Lei nº 001/2007. Tal projeto, elaborado pelos/as estudantes e apresentado pela vereadora Kelly Magalhães visava atender as necessidades reais e atuais da comunidade estudantil no que trata da meia passagem e democratizando o direito de uso da mesma.

Depois de 3 (três) meses de exaustivas discussões, o presidente do legislativo, vereador Luiz Holanda, anunciou na sessão de 19/06/2007 que o projeto seria votado no dia seguinte (20/06/2007) atendendo em mais de 90% as reivindicações estudantis. No entanto, foi com surpresa e indignação, que a comunidade estudantil soube momentos antes da votação, que alguns vereadores estavam reunidos na sala da presidência, com o ex-vereador e advogado de uma das empresas de ônibus Sr.Jaires Porto e o gerente da Associação das empresas de Transporte Coletivo de Barreiras – A.T.C.B, modificando o Projeto de Lei. Os/as estudantes foram impedidos/as de entrar na reunião, cujo tema era de seu interesse. Depois de muita pressão por parte dos/as estudantes os/as vereadores forneceram o parecer, onde pôde-se constatar que o projeto que eles/as desejavam aprovar não atendia nem 10% das reivindicações dos/as estudantes e se constituía no projeto enviado pela A.T.C.B.

Como se passara 5 (cinco) meses de tramitação do PL nº 001/2007 na Câmara Municipal sem que os/as vereadores demonstrassem interesse em atender as reivindicações dos/as estudantes, os/as mesmos/as saíram pelas ruas da cidade no dia 08 de agosto de 2007 em direção à Câmara Municipal, para pacificamente solicitar/reivindicar a aprovação do PL nº 001/2007.

A Câmara Municipal de Barreiras aleatoriamente apresentou uma representação criminal contra 5 (cinco) estudantes, Cláudio Roberto de Jesus, Diolirio Araújo Medeiros Filho, Geisa Sabine, Paula Vielmo e Raquiles Rodrigues de Almeida (processo extinto), estudantes e egressas da UNEB/Campus IX, Barreiras-Bahia, com acusações infundamentadas, inconsistente, levianas e injustas. Consideramos este processo arbitrário, antidemocrático e a manifestação dos/as estudantes justa e legitima.

No caso de Geisa Sabine o agravante é maior porque a mesma não se encontrava na manifestação do dia 08 de agosto de 2007. Os vereadores que aparecem no processo como vitimas são: Luiz Carlos Piedade Holanda e Pedro da Costa (ambos não se reelegeram), e Isabel Rosa e Francisco Sobrinho (ambos reeleitos).

Além disso, repudiamos a tentativa desesperada e frustrada de criminalização do Movimento Estudantil feita pela Câmara Municipal de Barreiras através deste processo. Ao tratar as manifestações estudantis como caso de policia, os vereadores descaracterizam e tentam desesperada e frustradamente criminalizar a luta estudantil, ferindo o princípio democrático segundo o qual os/as estudantes têm o direito de se organizar e manifestar livremente suas opiniões.

Manifeste seu apoio e solidariedade aos estudantes e egressas da UNEB/Campus IX que estão sendo processados/as: CLAUDIO ROBERTO DE JESUS, DIOLÍRIO ARAÚJO MEDEIROS FILHO, GEISA SABINE ARAÚJO SILVA e PAULA VIELMO, por participarem da manifestação realizada pelo Movimento Estudantil Unificado de Barreiras – MEU, no dia 08 de agosto de 2007 nas ruas da cidade de Barreiras em direção à Câmara Municipal de Barreiras. Assine o abaixo-assinado em: http://www.abaixoassinado.org/abaixoassinados/4007 e divulgue para seus contatos!

A audiência será realizada no dia 31 de março às 16h00 no juizado especial criminal da comarca de Barreiras (juizado do centro)

Para quem quiser conferir, o processo número 20800-0/2008 está disponível em: http://www.tj.ba.gov.br/servicos/consulta_processual/index.htm


A luta continua!!!

quarta-feira, 11 de março de 2009

08 de março - Dia Internacional de Luta das Mulheres

O 8 de março deste ano foi bem diferente dos anteriores, e muito, muito bom!

Estive com uma camarada em Salvador, participando juntamente com mulheres lutadoras - e alguns homens - do PSOL e simpatizantes, do seminário "As mulheres no contexto da crise do capital", organizado pelo setorial de mulheres do PSOL/BA.

O seminário foi de 6 a 8 de março, porém só participei dias 7 e 8, mas foram dois dias de extrema aprendizagem e reflexões. A mulherada do PSOL é retada, são feministas excelentes e super acolhedoras.

As reflexões durante o seminário fizeram-me compreender algumas inquietações que não conseguia explicar e esclareceu alguns aspectos da luta feminista, principalmente no que trata sobre o aborto. Fora a oportunidade de conviver alguns dias com companheiras de luta incríveis, exemplos a serem seguidos.

Infelizmente não houve a marcha que estava prevista, mas mesmo assim valeu muito participar do espaço, que foi de formação e amadurecimento.


Viva às mulheres de luta! Viva a luta das mulheres socialistas!

segunda-feira, 2 de março de 2009

Começa o ano letivo, começa um novo trabalho

Depois de um período na graduação de Pedagogia, estou em uma escola, trabalhando com o público que escolhi: crianças, também ocupando uma posição que me interessou, mas que ainda conheço pouco, confesso: como recreadora infantil!

Neste 02 de março começaram as aulas municipais e eu comecei, na condição de recreadora concursada, a trabalhar de fato, com o público esperado. Foi um dia muito puxado, com algumas decepções, outras indignações, mas uma felicidade imensa de estar lá, junto, principalmente com as/os pequeninas/os, numa impressão que será mais do que um desafio, mais do que um processo de construção e desconstrução, mas uma experiência fascinante.


domingo, 1 de março de 2009

Começa março: mês de luta feminista

O mês de março é marcado por uma data muito importante para os movimentos feministas de todo o mundo, o 8 de março - Dia Internacional da Mulher.

Durante este mês, que deve ser acima de tudo de luta - não pontual, mas contínua, inicio com uma postagem de um poema que conheço e aprecio desde os tempos do ensino médio, quando iniciei minha militância política. Espero que também apreciem!

Mulheres Protestando, óleo sob tela - Di Cavalcante (1941)


Mulher proletária
Jorge de Lima (1893-1953)

Mulher proletária — única fábrica
que o operário tem, (fabrica filhos)
tu
na tua superprodução de máquina humana
forneces anjos para o Senhor Jesus,
forneces braços para o senhor burguês.

Mulher proletária,
o operário, teu proprietário
há de ver, há de ver:
a tua produção,
a tua superprodução,
ao contrário das máquinas burguesas
salvar o teu proprietário.


sábado, 28 de fevereiro de 2009

Professores podem entrar em greve nacional por pagamento de piso




O piso nacional é uma reivindicação histórica dos professores A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) está organizando com os professores de todo o Brasil, uma greve nacional para que o novo piso nacional dos professores seja realmente implantado. Segundo o presidente da entidade, Roberto Franklin Leão, a paralisação pode ocorrer entre abril e maio deste ano. O piso foi aprovado pelo Congresso Nacional e já deveria estar em vigor deste o dia primeiro de janeiro deste ano. Os professores de todo o país deveriam receber o mínimo de R$ 950.

O pagamento do piso está sendo ignorado pela maioria dos municípios e estados e encontra maior resistência principalmente em Rondônia, Rio Grande do Sul, Tocantins e Goiás. Roberto Franklin afirma que os estados resistem alegando que o piso acarretaria um custo adicional nos orçamentos.

“A lei foi discutida amplamente pelo Congresso Nacional, foi aprovada pelas duas casas, e por todos os partidos. Então não há nada de inconstitucional ou agressão a pacto federativo. E todos os estudos provam que é possível os estados e municípios pagarem o valor do piso, inclusive com a jornada ali proposta que é de 40 horas/aula por semana.”

O piso nacional é uma reivindicação histórica da CNTE, que o considera um instrumento de valorização profissional e de correção de distorções salariais entre os educadores de todo o país.

De São Paulo, da Radioagência NP, Juliano Domingues.
27/02/09

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Carnaval 2009


Das manifestações culturais do Brasil, nenhuma consegue movimentar esse imenso país como o carnaval. Em diferentes formas, o carnaval se manifesta como uma festa popular que envolve todas as classes sociais. Logicamente, de lados distintos: uns dentro das cordas e outros de fora; uns em camarotes, outros nas ruas.

No entanto, o carnaval de 2009 foi para mim, no mínimo diferente, simplesmente pelo fato de que eu estive na avenida todos os cinco dias, até de manhã. Quem me conhece, sabe que não frequento tais espaços (não gosto de multidões, tampouco do estilo musical), mas este ano eu estava lá. E se me perguntarem como foi o carnaval, direi: "foi muito bom!". Esta, aliás, será a resposta de muitas pessoas que passaram pela avenida. Mas a minha resposta vem com uma análise minuciosa e crítica do evento. E com uma grande preocupação.

Observando as movimentações carnavalescas tinha a impressão marcante de que é, realmente, uma versão contemporânea do "pão e circo" romano. Diversão para o povo, cinco dias de festa para esquecer dos problemas, das promessas de campanha. Mas cinco dias que não deixaram esquecer a ausência de saneamento básico, com os esgotos "embelezando" e "perfumando" a avenida principal, em meio às cabines de alimentação com adesivos da vigilância sanitária afixados, os quais me perguntei se teriam realmente passado por ali, por aquela total falta de higiene. Ainda, observei o quanto é deprimente a cultura oferecida ao povo, com músicas e danças alienantes e vazias. "É disso que o povo gosta!" dizem. E eu indago: oferecem ao povo algo além disso?

De todo este carnaval, o que gostei mesmo foi do palco alternativo na Praça 24h, com rock e reggae; as marchinhas e as companhias - uma em especial. No última dia de carnaval, o palco alternativo, apenas com shows de rock, juntou (sem motivos) cerca de 15 policiais no local, numa demonstração explícita por parte do aparelho de repressão do Estado, do quão são preconceituosos com esse estilo musical.

É também inegável a presença dos/as amigos, que são realmente anjos que nos elevam, até mesmo de espaços como o carnaval, porque em meio àquele barulho infernal, eu me sentia totalmente deslocada e mesmo assim permanecia. Particularmente a compamiga Rosezinha, que esteve junto todos os dias!

O palco alternativo, foi uma ousadia, mas creio que mais do que isso, uma "tacada de mestre". Isso porque, independente do espaço: alternativo, avenida, marchinhas, gospel, absolutamente todos, agradeciam à prefeita. Será que alguém agradeceu por ela investir nosso dinheiro ali? Falavam como se fosse um favor, quando não o é!

Após o carnaval, na quarta-feira de cinzas: um "culto/show evangélico" na mesma avenida onde dias antes aconteceu a chamada "festa da carne". Espaço lotado, famílias e crianças. Cantor famoso (Chris Durán) e um "show" com os/as pastores/as, alguns/algumas filiados/as ao mesmo partido da prefeita. E muitos agradecimento ao dinheiro do povo, certo? Não...à prefeita.

E assim, em clima de festa, a vida volta a rotina. Agora, todos/as com o ânimo recomposto.


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Semana pedagógica 2009

Entre os dias 16 e 20 de fevereiro, aconteceu a Semana Pedagógica 2009 do município de Barreiras, com o tema/lema “É tempo de aprender”.


Os dois primeiros dias aconteceram na casa de espetáculos “Magnum”. Na abertura, com um atraso de absurdas 2 horas por causa da prefeita, discursos de “representantes” locais para um público específico, a categoria docente. Discursos que, para mim, não conseguiram transmitir verdade.


Chamou atenção na fala de abertura, a comoção que a prefeita municipal ainda consegue imprimir a um publico que deveria ter um senso critico mais elevado, já que educam, ensinam e cuidam de pessoas.


Para mim, novata nesse processo - pois comecei a trabalhar como concursada este ano -, participei atentamente e algumas palestras foram bastante proveitosas. Ainda, revi amigos/as e analisei cuidadosamente a conjuntura daquele espaço de “formação”.


Após uma palestra de abertura extremamente vazia e superficial, não participei da atividade vespertina do primeiro dia, pois coincidiu com outra demanda. Já no dia seguinte, foi bem produtivo o espaço, tanto com a palestra minuciosamente detalhada em relação a conceitos relacionados à transtornos globais do desenvolvimento (TGD), ministrada pela Profª. Alessandra Teixeira, como do renomado Profº Celso Vasconcelos, que trouxe conteúdo político claro, simples e reflexivo para nós que estávamos na Magnum. Lamentavelmente, não estavam preenchidas nem metade das cadeiras ocupadas na abertura do evento, e as palmas não foram tão entusiasmadas como para a prefeita municipal. Estranho, não é? No mínimo, preocupante.


Nos três dias seguintes, planejamento nas escolas, e eu estava lá, firme e forte com o grupo de professoras da Escola Municipal Alcyvando Liguori da Luz I. Foram dias para conhecer a estrutura pedagógica e administrativa da escola e iniciar o planejamento para cada turma/disciplina deste ano de 2009.


Gostei muito do grupo de professoras da escola e do corpo técnico. É para a minha vivência, uma escola grande, com quase 500 crianças e uma grande quantidade de turmas para trabalhar com recreação. Mas empolgação, ânimo e responsabilidade não faltam. Que venha o trabalho e a luta!