Inicialmente, quero agradecer as visitas e os vários comentários na postagem anterior. Fiquei surpresa quando vi, porque os/as leitores do meu blog não são de comentar muito.
Bem, sobre a informação equivocada, foi uma falha, mas isso de modo algum retira a importância do fato publicado: a cassação de Jusmari. E sobre isso, quero comentar e compartilhar da minha indignação latente e eterna diante do desenrolar deste episódio.
Hoje, acordei e fui trabalhar. Chegando na escola todos/as que lá estavam, 7:30 da manhã, já sabiam da cassação de Jusmari (PR). Fiquei impressionada com a rapidez da informação e de como se espalhou. Detalhe: quase ninguém sabia o motivo, apenas o fato. E sobre ele, inúmeras versões durante todo o dia, não só na escola como fora dela, sobre o que acontecerá.
Saindo para almoçar, me deparo com um convite de um carro de som para uma manifestação em apoio a Jusmari. Apoio? Sim, de apoio, organizada por "amigos, vereadores, presidentes de associações de bairro". VEREADORES? Sim, vereadores.
Refletindo de maneira indignada sobre o convite, pensei: como estão desesperados/as os inúmeros bajuladores/as de Jusmari, caso ela seja realmente cassada; e pensei no absurdo de que os/as vereadores/as de Barreiras, mesmo sendo fato político público que estão todos dizendo amém para Jusmari, não saberem a posição que ocupam!
Os três poderes: judiciário, legislativo e executivo são independentes. Alguém aqui tem noção da gravidade que é o PODER LEGISLATIVO apoiar a prefeita cassada pelo PODER JUDICIÁRIO?
Além disso, soube por fontes seguras, que:
1) A manifestação foi um fiasco e não tinha muita gente. Infelizmente não pude verificar ao vivo porque estava em horário de trabalho e o horário do convite era somente para os bajuladores/as (16h);
2) A Câmara suspendeu a sessão de hoje para que os vereadores pudessem participar do ato em apoio a prefeita cassada, abrindo mão de legislar em prol do povo para apoiar uma prefeita;
3) As escolas receberam ligações, da secretaria de educação, para que os/as funcionários fossem para o manifesto em frente a prefeitura, fornecendo inclusive ônibus para buscar tais elementos (a maioria contratada) e inclusive levando as crianças para o ato.
Estou muito enojada de como é conduzido isso e de como as pessoas do meio educacional aceitam tão passivamente a corrupção política em troca de pequenos favores ou de medos internalizados por todo um modelo político-social-econômico em que vivemos.
Diante disso, temos ainda a sustituta da primeira prefeita, que podemos chamar de segunda prefeita ou prefeita de segunda, como preferirem, a "nobre" vereadora Kelly Magalhães (PCdoB), fã de carteirinha da primeira prefeita.
Vamos ver até onde essa história segue e se o final será bom pra o coletivo ou um pequeno grupo. Mas ao contrário de esperar acontecer, vamos ser hoje sujeitos de transformação e de indignação diante de tanta podridão e coisas erradas.
A luta continua!!!


